Argentina-Brasil, cinco destaques da aguardada final da Copa América-2021

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O cara a cara entre dois astros do futebol mundial, o duelo entre os ataques com mais gols marcados e uma rivalidade que transcende fronteiras. Cinco destaques da tão esperada final da Copa América-2021 entre Argentina e Brasil que será disputada neste sábado no Maracanã.

1 - Choque de camisas 10 -

Lionel Messi e Neymar, os melhores jogadores do torneio, se enfrentam pela segunda vez em uma final. A primeira foi em 2011, no Mundial de Clubes, com a goleada do Barcelona por 4 a 0 sobre o Santos.

No Barça se encontraram novamente em 2013 e formaram um trio ofensivo mortal junto com o uruguaio Luis Suárez, de quem além dos gols e a magia veio também uma amizade.

"Eu torço pela Argentina (na semifinal contra a Colômbia), porque tenho amigos lá, e na final o Brasil vai vencer", disse 'Ney'.

O argentino é o artilheiro, com quatro gols, e quem deu mais assistências, com cinco. O brasileiro está atrás com dois gols e três assistências.

As estatísticas, porém, não bastam para medir a notável influência - com dribles e a ginga - em suas equipes.

Os dois lutam por sua primeira Copa América, competição que nem Pelé nem Maradona venceram. Messi perdeu três (2007, 2015 e 2016) e Neymar desfalcou o Brasil, devido a uma lesão, no título de 2019.

"Vamos atrás da glória", avisou 'La Pulga'.

2 - Ataques que assustam -

As equipes de Tite e Lionel Scaloni são as que mais balançaram as redes. Em seis jogos, a seleção brasileira comemorou doze vezes enquanto a Albiceleste, onze.

O Brasil tem uma distribuição mais 'democrática': Neymar e Lucas Paquetá marcaram dois gols, enquanto Casemiro, Militão, Richarlison, Marquinhos, Alex Sandro, Everton Ribeiro, Firmino e "Gabigol" fizeram os demais.

Na Argentina há uma concentração. Messi tem quatro, Lautaro Martínez três e Alejandro "Papu" Gómez dois. Guido Rodríguez e Rodrigo de Paul festejaram os outros.

E as duas equipes não só marcam gols, como também evitam. A seleção verde-amarela tem a defesa menos vazada com apenas dois gols sofridos em seis jogos. A Argentina sofreu três, um a mais que o Uruguai.

3 - Rivalidade histórica -

Alguns historiadores apontam que a rivalidade surgiu no início do século 20 em meio às aspirações de ambas as nações de emergirem como potências do Cone Sul.

Para outros, é uma questão puramente esportiva que foi alimentada conforme cresciam no futebol e a resposta à pergunta: Quem é melhor, Pelé ou Maradona? Seja qual for o motivo, o fato é que Argentina-Brasil é certamente a rivalidade mais forte entre seleções. Brasileiros destacam suas cinco conquistas mundiais; os albicelestes, bicampeões mundiais, os gênios Maradona, Di Stéfano e Messi.

"Brasil e Argentina vão muito além de uma simples partida de futebol", disse o zagueiro Marquinhos. "Essas camisas fizeram o mundo parar para assistir aos jogos".

"Vamos jogar uma final contra nosso eterno rival, nosso rival de longa data, os dois times mais poderosos da América do Sul", disse Scaloni.

4 - Fantasma do 'Maracanazo' -

Setenta anos depois, o fantasma do 'Maracanazo' ainda paira no Brasil.

No dia 16 de julho de 1950, o Uruguai conquistou sua segunda Copa do Mundo depois de virar o placar e vencer por 2 a 1 no Maracanã, o imponente estádio que na época tinha capacidade para 200.000 pessoas e havia sido construído para aquele torneio. O revés foi um trauma para gerações de brasileiros.

Setenta anos depois, Messi pode tirar a Copa América das mãos do Brasil, campeão nas cinco vezes em que sediou o evento (1919, 1922, 1949, 1989 e 2019).

Se isso acontecer, a vitória argentina poderá ser menos chocante. O Maracanã, hoje casa do Flamengo e do Fluminense, reduziu sua capacidade para 78 mil pessoas, mas suas arquibancadas ficarão sem público devido aos protocolos contra a pandemia.

5 - Os melhores -

O formato do torneio permite que equipes com pontuação baixa sejam finalistas. Na Argentina-2011, o Paraguai fez a final, vencida pelo Uruguai, sem ter vencido uma única partida.

Na Copa América-2021, a sétima partida será um duelo entre as duas equipes com melhor desempenho. Os atuais campeões conquistaram 16 dos 18 pontos em disputa. Seus adversários somaram 14. Ambos estão invictos.

A seleção 'canarinho' vai buscar o décimo título enquanto a 'Albiceleste' seu décimo quinto, para empatar com o Uruguai como maiores vencedores.

"O Brasil começou a Copa América forte e chega ao fim com desgaste, um certo cansaço", escreveu o comentarista Paulo Vinícius Coelho do Globo Esporte. "A previsão é de que não será uma final fácil (...) diante da Argentina, em franco crescimento".

raa/ol/aam

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