Arce não revela escalação, mas promete time rápido contra o Brasil

Após vencer o Equador por 2 a 1 e se manter vivo na briga por uma vaga na Copa do Mundo de 2018, o Paraguai, que está com três pontos a menos que o quarto colocado – primeiro se classifica diretamente para o Mundial –, irá visitar o Brasil na terça-feira, na Arena Corinthians, em jogo válido pela 14ª rodada da Eliminatórias. Um dia antes de enfrentar os comandados de Tite, o técnico Arce não revelou a sua escalação e sabe que seus jogadores terão que fazer um grande jogo para conseguir um resultado positivo.

“Não posso confirmar a equipe. Amanhã (terça) às 11h30 vamos fazer o último retoque, mas posso dizer que tenho tudo na minha cabeça”, revelou o ex-lateral do Palmeiras e Grêmio. “Sempre é ruim jogar contra grandes jogadores, um país de tradição e uma torcida empolgada. Não estamos só preocupados com Brasil, fizemos o que tinha que ser feito na preparação para o jogo. Estamos pensando no que é preciso fazer para ter um grande jogo. Como vocês dizem: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Essa é a nossa realidade”.

Além disso, o treinador paraguaio de 45 anos prometeu um jogo rápido após recuperar a posse de bola e contou que aproveitou sua passagem no Brasil como jogador para ter mais informações sobre o estádio em Itaquera e a Seleção Brasileira.

“Temos que buscar usar nossas armas e temos procurado definir uma equipe com uma dupla função como característica. Recuperar a bola e, em seguida, entregá-la para os jogadores mais rápidos do meio para frente”, afirmou Francisco Arce. “Você sabe que eu tenho muitos amigos no Brasil e informação é difícil de ser guardada. Acho que as informações que temos são suficientes para o jogo. Romero não está confirmado, mas eu perguntei bastante para ele (sobre o palco da partida)”.

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Arce, que ganhou uma Copa Libertadores e uma Copa do Brasil com o Verdão e um Campeonato Brasileiro com o Grêmio, também reconheceu que a seleção paraguaia está com a calculadora do lado a todo tempo e acredita que sua equipe brigará por uma vaga até as últimas rodadas das Eliminatórias Sul-Americanas.

“Não deixamos de usar a calculadora faz um tempo. Tínhamos algumas expectativas de conseguir uns pontos fora, que não conseguimos fazer isso em casa. Jogamos uma partida da morte com o Equador, e conseguimos os três pontos”, afirmou. “Gosto das estáticas, mas o Brasil tem um jeito cultural de jogar e nós também. Estamos tentando com essa nova geração, com jogadores que têm algum tempo de seleção e outros mais novos. Acho que estamos em um bom caminho e vamos brigar pela classificação até o final”.