Arbitragem brasileira segue no ritmo de erros absurdos

Fernando Graziani
O técnico Rogério Ceni e o árbitro Vinicius Furlan após partida entre São Paulo e Corinthians, válida pelo Campeonato Paulista 2017, no estádio do Morumbi. Foto: Rodrigo Gazzanel/Futura Press

Não há campeonato ou time que resista e a arbitragem brasileira continua cometendo erros primários. Neste fim de semana os dois principais jogos dos estaduais pelo país eram São Paulo x Corinthians e Flamengo x Vasco e em ambos, que terminaram empatados, erros ofensivos foram cometidos.

No Morumbi (São Paulo 1×1 Corinthians), além dos equívocos técnicos de Vinicius Forlan, o árbitro, muito nervoso, se perdeu no controle disciplinar dos jogadores. Pablo e Wellington Nem deveriam ter ser expulsos de maneira tão evidente que é difícil acreditar os motivos de não terem sido.

Em Brasília (Flamengo 2×2 Vasco) Luiz Antônio Silva dos Santos fez ainda pior (e já foi afastado pela Federação de Futebol do Rio de Janeiro). Primeiro, simulou ter sido agredido violentamente por Luis Fabiano, em uma verdadeira cena teatral. Ao árbitro não cabe tal comportamento, inclusive porque pela forma veemente como foi reclamar, o atacante do Vasco já poderia ter sido excluído sem qualquer outra justificativa. Depois, marcou mão na bola de René, anotando pênalti que deu origem ao gol de empate vascaíno. Foi uma invenção das mais impressionantes, já que a bola tocou apenas na barriga do atleta.

As atuações dos árbitros em jogos relevantes e com grande repercussão nacional fazem mal ao futebol, até porque são vítimas também quaisquer clubes de todos os campeonatos. Saem de cena os aspectos técnicos e táticos de uma partida para entrar na pauta as péssimas atuações dos homens do apito.