Arábia Saudita deve lucrar com chegada de Cristiano Ronaldo, diz especialista em finanças do futebol

Cristiano Ronaldo é apresentado pelo Al Nassr

Por Stef Haskins

(Reuters) - A transferência de Cristiano Ronaldo para o Al Nassr pode levar a um ganho financeiro inesperado para seu novo clube e para a Arábia Saudita, disse o especialista em finanças do futebol Neil Joyce à Reuters, enquanto o craque português se prepara para sua primeira partida no país desde que o acordo foi anunciado.

Ronaldo foi nomeado capitão do Riyadh ST XI --time formado por jogadores do Al Nassr e do Al Hilal-- para uma partida amistosa na quinta-feira contra o Paris Saint-Germain, de Lionel Messi, Neymar e Mbappé.

O contrato do atacante de 37 anos com o Al Nassr é estimado pela mídia em mais de 200 milhões de euros (215,76 milhões de dólares) e o negócio atraiu muita atenção, o que provavelmente oferecerá oportunidades monetárias, disse Joyce.

"É bem divulgado o crescimento da base de torcedores do Al Nassr depois que Ronaldo foi anunciado, eles passaram de menos de um milhão de fãs para cerca de oito milhões em um espaço de 10 dias", disse Joyce, que é CEO e co-fundador do CLV Group e aconselha os clubes sobre a melhor forma de maximizar suas receitas por meio do envolvimento com suas bases de fãs globais.

"Existem oportunidades monetárias para eles. Para patrocínio, de repente mostrando às marcas globais que você pode alcançar oito milhões de fãs, há alguma monetização da qual eles poderiam se beneficiar imediatamente.

"Ele tem muitos seguidores em torno de celebridades, TV, entretenimento e música pop, então, há oportunidades de conteúdo para que a Arábia Saudita seja quase um centro de TV e entretenimento. Também para promover o país como um destino."

De acordo com Joyce, a mudança de Cristiano Ronaldo para a Arábia Saudita também abriria um precedente para que mais jogadores de renome chegassem e desenvolvessem a liga saudita, da mesma forma com o impacto de Pelé no futebol americano depois que ele foi contratado pelo New York Cosmos em 1975.

(Reportagem de Stef Haskins)