Após Regina Duarte, Weintraub se desentende em entrevista à CNN Brasil

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Weintraub afirmou que a pergunta não estava prevista no roteiro. (Foto: Reprodução/CNN Brasil)
Weintraub afirmou que a pergunta não estava prevista no roteiro. (Foto: Reprodução/CNN Brasil)

Depois de Regina Duarte, foi o ministro da Educação do governo Bolsonaro, Abraham Weintraub, que teve um desentendimento durante uma entrevista à emissora CNN Brasil, na noite desta sexta-feira (15). O desconcerto aconteceu ao ser questionado logo na primeira pergunta sobre a saída de Nelson Teich do ministério da Saúde.

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Diante do questionamento para comentar a segunda troca na pasta em meio à pandemia do novo coronavírus, Weintraub se voltou para alguém de sua equipe, fora das câmeras, para questionar se a pergunta havia sido previamente combinada.

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“Isso tinha sido combinado? Perguntar da saída da Saúde? Eu posso comentar rapidamente porque não era o combinado da entrevista. Quando a gente combina uma coisa, a gente não deve descumprir isso previamente. A palavra tem que ser honrada. Eu combinei uma coisa de falar do ENEM.”

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Em seguida, a âncora Monalisa Perrone deixa claro que, caso não se sentisse à vontade para comentar, não precisaria falar sobre o assunto. Weintraub então diz que irá responder, mas lamenta não terem seguido o roteiro de perguntas.

“Eu vou responder. Quando pedi a entrevista, pedi que seria a Renata (Agostini) e o Caio. Seria bom seguir o roteirinho que tinha sido combinado, mas eu vou lhe responder”.

Sobre a saída em si, o ministro da Educação acredita que Teich tenha avaliado mal o “tamanho do desafio” de assumir o Ministério da Saúde durante a pandemia da Covid-19. Weintraub também ressaltou, no entanto, que Teich saiu sem acusar ou “brigar” com o governo, sem citar os nomes dos ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Sergio Moro.

“São 22 ministros, eventualmente acontecem mudanças, a maior parte dos ministros está mantido (sic). Acho que é um dos governos com menor grau de troca de ministérios do Brasil. Eu tive um contato muito rápido com ele. Ainda comentei ‘vai pegar um rabo de foguete, é uma situação muito difícil, muito dura’. (...) Infelizmente, o Teich avaliou mal o tamanho do desafio e diante desse erro de avaliação pessoal dele resolveu sair. Saiu numa boa, não saiu brigando”.

Weitraub elogiou ainda o ministro interino, general Eduardo Pazuello, atual nº2 da pasta ocupando a secretaria-executiva do ministério. “É um nome competente. E não estou vendo nenhum grande risco na questão nacional em função dessa troca. Nas reuniões que estive com ele, fiquei bem impressionado”.

Após o ministro defender a permanência do calendário do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), Monalisa encerra a entrevista sem aguardar a despedida de Weintraub e convida os comentaristas da emissora a debaterem a saída de Teich: “desta vez, com educação e respeito”, cutuca ela.

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