'Não é só falta de gol': Borja pode perder vaga de titular na quarta-feira

Fellipe Lucena
Atacante saiu irritado com a substituição contra a Ponte Preta, e Jean diz que tema foi tratado entre atletas e comissão técnica. Camisa 12 pode começar próximo jogo no banco

Uma das novidades do Palmeiras para o jogo de quarta-feira, contra o Peñarol, no Uruguai, às 21h45, pode ser a ida de Miguel Borja para o banco de reservas. Eduardo Baptista, que reprovou a reação destemperada do colombiano após ser substituído contra a Ponte Preta, considera a possibilidade de escalar Willian no comando do ataque no jogo pela Libertadores.

- A concorrência ali é grande, o Willian é o artilheiro da equipe por sinal. Vamos avaliar quem está melhor para jogar - disse o técnico.

Willian tem seis gols e duas assistências em 20 jogos pelo Palmeiras. É o goleador da equipe na temporada. Dudu tem cinco gols e cinco assistências e Róger Guedes soma quatro gols e quatro assistências, enquanto Borja tem quatro gols e uma assistência.

Willian ficou no banco de reservas diante da Macaca e viu Róger Guedes ser escalado na função que ele vinha executando, pela ponta. Não foi uma opção técnica: com uma torção no tornozelo, o camisa 29 não conseguiu participar dos treinos táticos da semana. Se estivesse 100%, havia a possibilidade de Borja ser reserva já nesta partida. Neste caso, Guedes seguiria aberto pela direita e Willian seria o centroavante.

- O Borja é um jogador como outro qualquer. Se estiver bem, desempenhando bem a função, é titular. Hoje (sábado) infelizmente não pude contar com o Willian para iniciar, ele praticamente não treinou por causa de uma pancada no tornozelo - declarou Eduardo Baptista, indicando que sua ideia era começar com Willian.

O duelo contra a Ponte Preta foi o quarto consecutivo em que Borja foi substituído. Dos 11 jogos que fez pelo Palmeiras, ele só completou dois. De acordo com a reportagem do Sportv, o atacante esbravejou dizendo "sempre eu, sempre eu" antes de chutar um copo d'água ao sair de campo. Eduardo Baptista, que já revelou ter cobrado do jogador uma maior colaboração sem a bola, diz que a falta de gols não é a única razão para ele sair tantas vezes.

- Não é só a falta de gols (o motivo para as substituições de Borja). Tenho jogadores que estão em alto nível, tenho um Willian no banco que tem seis gols na competição. Nosso grupo é forte. Se você achar que não pode ser substituído, é complicado. Acredito que ele esteja nervoso com ele mesmo. Veio a peso de ouro, tem a responsabilidade de fazer gols e está com dificuldade. Estamos buscando ajudar. Acho que esse nervosismo veio de dentro dele mesmo, talvez uma auto-crítica - disse o treinador.











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