A 'Maldição de Heynckes' que pode afetar Julen Lopetegui

A história recente do Real Madrid mostra que sempre que o treinador que ganhou uma Champions League pelo clube pede demissão ou é mandado embora, na temporada seguinte o time se afunda na crise. Isso começou com a saída de Jupp Heynckes em 1998.

O treinador alemão ficou apenas um ano no Real, entre 1997 e 1998, mas foi o suficiente para conquistar a sétima taça da Champions League. O clube não vencia a competição há 32 anos, mas por diversos motivos não permaneceu para a jornada seguinte. Foi substituido pelo ídolo merengue José Antonio Camacho, que durou apenas 21 dias no cargo e foi sacado para a entrada de Guus Hiddink, que também não terminou a temporada. Para o seu lugar veio John Toshack, que treinava o Besiktas.

A crise só foi resolvida quando entrou Vicente Del Bosque, que conquistou mais títulos, incluindo duas Champions League. Mesmo assim, o então novo presidente Florentino Pérez mandou embora o treinador e contratou Carlos Queiroz. A má campanha e a falta de títulos da época dos Galáticos durou um bom tempo e passou por diversos treinadores após Queiroz: Camacho, García Remón, Luxemburgo e López Caro.

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Mais recentemente, Carlo Ancelotti conquistou a mítica 'La Decima' (o 10º título de UCL do Real). Na temporada seguinte, após um começo difícil, Carlo é demitido e chega Rafa Benítez. Em apenas seis meses o treinador espanhol foi para a rua e Zinedine Zidane assumiu a equipe.

Zidane conquistou três Champions e o anúncio de sua saída caiu como uma bomba em Madri. O escolhido para substituir o lendário ex-jogador e técnico foi Julen Lopetegui, então treinador da seleção espanhola. O anúncio do clube poucos dias antes do Mundial levou à demissão de Lopetegui da equipe nacional três dias antes da estreia na Copa.

(Fotos: Getty Images)

Após bons primeiros jogos, o Real parece afundado em crise. Não ganha um jogo desde 22 de setembro. Nesse período fez quatro partidas com três derrotas e um empate, e o pior de tudo: sem marcar um gol sequer.

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