Após IBM, Microsoft e Amazon suspendem oferta de reconhecimento facial para a polícia

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Demonstração de sistema de reconhecimento facial durante a CES 2019 em Las Vegas. Foto: DAVID MCNEW/AFP via Getty Images
Demonstração de sistema de reconhecimento facial durante a CES 2019 em Las Vegas. Foto: DAVID MCNEW/AFP via Getty Images

Na esteira dos protestos contra brutalidade policial e contra o racismo nos Estados Unidos, a Microsoft e a Amazon anunciaram nesta quinta-feira (11) que suspenderam a oferta de tecnologias de reconhecimento facial para o uso de forças policiais nos EUA.

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As duas gigantes da tecnologia seguiram o exemplo da IBM, que na última terça-feira (9) também suspendeu a oferta, pesquisa e desenvolvimento de sistemas de reconhecimento facial. A tecnologia é criticada por facilitar a vigilância em massa, perfilamento racial e violação de direitos humanos.

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"Não venderemos tecnologia de reconhecimento facial para departamentos de polícia dos EUA até que tenhamos uma lei nacional em vigor", afirmou o presidente da Microsoft, Brad Smith, ao jornal norte-americano The Washington Post. "O principal objetivo para nós é proteger os direitos humanos das pessoas, conforme essa tecnologia é implementada."

Já a Amazon disse em comunicado na quarta-feira (10) que suspenderá por um ano o uso policial de sua ferramenta de reconhecimento facial, chamada e Rekognition. A plataforma ainda poderá ser utilizada por organizações que ajudam a resgatar vítimas de tráfico de pessoas e a encontrar crianças desaparecidas.

Para demais finalidades, a Amazon diz que aguarda uma regulamentação do uso dessa tecnologia por parte do governo dos EUA. "Esperamos que essa suspensão de um ano dê tempo ao Congresso para implementar regras apropriadas e estamos prontos para ajudar se formos solicitados."

O Rekognition é um dos sistemas de reconhecimento facial mais utilizados do mundo, mas seu uso indiscriminado é criticado por ativistas. Estudos recentes indicam que a tecnologia não é 100% confiável e possui um forte viés racial.

Um dos estudos mais recentes, feito pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), apontou que a ferramenta tem 92,9% de precisão para reconhecer pessoas brancas e 68,6% com pessoas negras. O estudo fez com que a polícia de Orlando, nos EUA, deixasse de usar a solução da Amazon.

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