Após frustrações, Chelsea e Arsenal fazem clássico do recomeço em Londres

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Chelsea estreou na Premier League com vitória sobre o Huddersfield Town. Foto: AP
Chelsea estreou na Premier League com vitória sobre o Huddersfield Town. Foto: AP

Por Guilherme Dorini, de Londres (ING)

O confronto entre Chelsea x Arsenal marcará muito mais que os três pontos em jogo neste sábado (18), quando os rivais se enfrentam pela segunda rodada do Campeonato Inglês, no Stamford Bridge, às 13h30 (de Brasília). O clássico londrino tem como característica principal o fato de se tratar de um recomeço para os dois clubes, que apostam em técnicos novos, sem experiência na Premier League, para reverterem campanhas frustrantes, que devem ser esquecidas da última temporada.

VIDA SEM WENGER

Após quase 22 anos sob o comando Arsene Wenger, o Arsenal sentiu que precisa mudar. E mudou. Sem um título de relevância desde 2004, quando foi campeão invicto inglês, a equipe apostou na contratação de Unai Emery, que passou duas temporadas comandando o estrelado Paris Saint-Germain, mas que ganhou destaque pelo mundo ao ser tricampeão da Liga Europa com o Sevilla. A expectativa é de que ele, pelo menos, supere o desempenho da temporada passada, quando os Gunners terminaram apenas na sexta posição do Inglês – sem vaga na Liga dos Campeões.

Com um modo de pensar diferente de seu antecessor, Emery gosta do famoso “futebol jogado”, com posse de bola e jogadas sendo trabalhadas desde atrás, passando pelos pés dos zagueiros e, por que não, do goleiro. Além disso, quer um time com fôlego para a já tradicional marcação pressão.

Além de nomes já conhecidos, como Pierre-Emerick Aubameyang, Henrikh Mkhitaryan, Aaron Ramsey e Mesut Özil, a equipe deve ter neste sábado, pela primeira vez, o recém-contratado Lucas Torreira como titular. Conhecido pela sua característica “motorzinho”, o uruguaio chega ao Arsenal após ganhar destaque na Sampdoria e já tem sido tratado por torcedores e imprensa inglesa como uma peça-chave para o esquema que o treinador espanhol tentará aplicar no time.

DE VOLTA AOS TRILHOS

Para o Chelsea, a situação é (um pouco) mais confortável. Apesar de ser o atual campeão da Copa da Inglaterra, e de ter faturado o título do Campeonato Inglês em 2016/17, o clube viu a situação degringolar na temporada passada. Antonio Conte, conhecido por seu jeito explosivo, explodiu (quase que literalmente) o vestiário do Stamford Bridge.

Além da “dispensa” do artilheiro Diego Costa, o italiano acumulou desentendimentos no elenco – principalmente Willian e David Luiz – e até mesmo com a diretoria. O resultado? Então campeões nacionais, sequer conquistaram uma vaga na Liga dos Campeões, terminando na quinta posição, uma acima do Arsenal.

Para tentar reverter a situação, Roman Abramovich, dono do Chelsea, decidiu virar totalmente a mesa – apesar de manter um italiano no comando. Trocou Conte, fã dos três zagueiros, marcação e contra-ataque, por Maurizio Sarri, que, comandando o Napoli, deu trabalho à poderosa Juventus na temporada passada e ficou marcado por apresentar um futebol ofensivo, com toques de bola envolventes, de encher os olhos de qualquer torcedor.

Por enquanto, o Chelsea teve como baixa apenas Thibaut Courtois, que se transferiu para o Real Madrid – mas já teve sua saída reposta pelo jovem talentoso Kepa Arrizabalaga, vindo do Athletic Bilbao. Além disso, Sarri teve um de seus pedidos atendidos e trouxe consigo Jorginho, ítalo-brasileiro responsável por dar sustentação ao seu meio de campo do Napoli. Ele será fundamental ao lado de Kanté na estrutura da equipe.

Para o clássico, Sarri ainda deve contar com o retorno de Eden Hazard. A estrela belga, apesar de já ter dado vários indícios de que gostaria de se transferir, vê o Chelsea fazer jogo duro para uma possível saída, já espera que seu camisa 10 continue sendo um dos líderes de uma nova era em Stamford Bridge.

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