Após denúncia de racismo, Riachuelo corta publicitário que lançou Sebastian na C&A

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Foto: Getty Images
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A Riachuelo informou na quarta-feira (10) que suspendeu seu contrato com a agência de publicidade Big Man após o surgimento, nas redes sociais, de acusações de racismo contra o dono da agência, Ralph Choate.

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O publicitário foi responsável pelas campanhas de TV da Riachuelo desde 2009, e, antes disso, pela C&A, onde lançou o modelo Sebastião Fonseca, conhecido pelo nome artístico de Sebastian Soul. Choate negou as acusações de racismo, mas disse que, durante algumas reuniões ao longo da carreira, "é possível que, mesmo sem intenção, eu tenha ofendido alguém com minhas palavras".

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As acusações partiram do perfil do Instagram Moda Racista, que tem reunido acusações feitas por modelos, produtores e estilistas contra publicitários e empresas. Uma denúncia anônima diz que Choate ressente os padrões de beleza que valorizam a diversidade, tendo dito em uma reunião: "daqui a pouco vou ter que colocar um anão com vitiligo".

A revista Veja também ouviu de dois funcionários da Riachuelo que frases racistas eram comuns em reuniões com Choate. Segundo eles, o publicitário só colocava modelos negros em campanhas a contragosto. Também usava termos como "gorda", "viado" e "preta" de forma pejorativa.

Ainda de acordo com as denúncias recebidas pela Veja, Choate defendia que o mote das campanhas da Riachuelo deveria ser o se não ter "gente com cara de pobre, pois a consumidora não gosta de se ver na TV".

Em nota, a Riachuelo disse que suspendeu o contrato com a agência de Choate e que abriu uma investigação interna para apurar as denúncias de racismo. "A empresa esclarece que este comportamento não representa os valores da Riachuelo, que tem como princípio central o respeito de forma igualitária, valorizando a diversidade, inclusão e a representatividade entre seus funcionários, em suas campanhas e outras iniciativas."

Choate negou as acusações divulgadas pela revista Veja e pelo perfil Moda Racista no Instagram. "Estive por trás da criação e produção de mais de mil filmes publicitários durante este período e eles talvez sejam a maior prova de que a diversidade jamais foi relegada à um segundo plano por mim", disse em comunicado. "Sebastian, o primeiro garoto-propaganda negro da publicidade brasileira é, certamente, o melhor exemplo disso."

"Todavia, ao longo de 40 anos de profissão, tendo participado de inúmeras reuniões para discutir o elenco de variadas produções, e diante da acusação que me fazem, é possível que, mesmo sem intenção, eu tenha ofendido alguém com minhas palavras. Se o fiz, com a mais profunda sinceridade, peço desculpas e posso garantir que redobrarei minha atenção para que isso jamais se repita", acrescenta o publicitário.

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