'Cara de Sapato' pede luta com Weidman para "vingar povo brasileiro"

Após sofrer a primeira derrota da carreira para Patrick Cummins em dezembro de 2014, Antônio ‘Cara de Sapato’ optou por descer para a categoria dos pesos-médios (84 kg). Depois de três apresentações onde teve desempenho oscilante, o paraibano conquistou duas boas vitórias e já garantiu vaga para enfrentar Eric Spicely no UFC 212, evento que será realizado no próximo dia 3 de junho no Rio de Janeiro. Mas, apesar de ainda um longo caminho pela frente na nova divisão, o campeão do TUF Brasil 3 já pensa em enfrentar um velho conhecido da torcida brasileira.

Revelando o desejo de vingar os fãs de seu país, Cara de Sapato, que mora e treina nos EUA, garantiu o desejo de encarar Chris Weidman, ex-campeão dos pesos-médios (84 kg). A disputa, embora longe de parecer palpável, poderia ser justificada apenas na má fase do americano, que perdeu suas três últimas lutas no octógono do UFC.

“Com certeza o Chris Weidman é um nome de peso. Eu já assisti muitas lutas dele, gosto bastante. Ele venceu o Anderson né, depois de tantos anos. Então quero muito poder dividir o octógono com ele. Mas com qualquer um que seja né. Falei dele porque foi o nome que veio aqui na minha cabeça. Mas pode ser qualquer um. Contra ele eu poderia vingar o povo brasileiro né, já que ele já derrotou o Anderson, o Lyoto e o Vitor”, narrou em conversa com a reportagem da Ag. Fight.

Mais maduro, o atleta da America Top Team relembrou que teve pouco tempo para se preparar para enfrentar os melhores. Enquanto a maioria dos atletas acumula mais de dez duelos antes de entrarem no octógono mais famoso do mundo, ele estreou na organização com apenas três vitórias, graças à sua passagem pelo TUF.

“Eu tinha que passar pelo que eu passei. Pela situação da derrota e da imaturidade, afinal eu era muito jovem quando cheguei no UFC. E, como lutador, é difícil você aprender lá dentro, onde estão os melhores. E comigo foi dessa forma. Eu fui campeão do TUF, o que eu acho um dos maiores desafios, porque você faz uma luta atrás da outra. E eu estava de peso-pesado ainda. Agora, eu já adquiri a experiência que eu precisava no MMA”, analisou confiante.

Com duelo marcado contra o finalizador Eric Spicely, em disputa que pode lhe garantir seu terceiro triunfo seguido na organização e quem sabe até uma vaga no ranking oficial dos pesos-médios, Antônio, especialista na arte suave, deixa escapar o excesso de confiança para o confronto. Afinal, a refinada técnica na arte suave lhe garante, em tese, larga vantagem no casamento de estilos.

“Eu acho ótimo, ele tem se mostrado um cara duro no jiu-jitsu, finalizou o Marreta. E o jogo casa bem para mim porque eu sou um lutador de jiu-jitsu, faço isso desde os 15 anos de idade. Me sinto muito confortável no chão. E na trocação também, acho que levo vantagem em uma série de fatores. […] A surpresa para mim é sempre quando os atletas tentam me colocar para baixo. Geralmente, eles evitam isso e tentam manter o jogo somente na parte da trocação. Mas eu venho treinando com essa mentalidade, de que tenho que estar preparado para jogar em pé e no chão. Eu evolui muito o meu wrestling nesses últimos tempos. Mas eu acho que ele buscará a luta no chão, é onde ele se sente confortável”, finalizou.