'Cabocão' planeja usar confiança de rival a seu favor e avisa: "Meu jiu-jitsu vai prevalecer"

Felipe 'Cabocão' mostra raça, mas é superado por americano no UFC Raleigh
Felipe 'Cabocão' mostra raça, mas é superado por americano no UFC Raleigh

Após uma estreia com derrota no Ultimate, Felipe ‘Cabocão’ sentiu o sabor da vitória na organização, em junho de 2019, em triunfo sobre Domingo Pilarte. Para a sua terceira luta, o atleta tupiniquim enfrenta Montel Jackson, no UFC Raleigh, dia 25 de janeiro. Para esse confronto, sem a pressão de precisar buscar um resultado positivo com urgência, o brasileiro confia que seu jogo de solo pode ser um diferencial.

Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag.Fight, o peso-galo (61 kg) não deixou de elogias as qualidades do seu rival. Apesar de Montel vir de duas vitórias seguidas, o lutador confia que possa tirar alguns fatores positivos desse bom momento do oponente.

“O Montel é um cara duro, o UFC deposita uma confiança nele, mas acredito que meu jogo de judô, jiu-jitsu e wrestling vão prevalecer. Ele é um cara que é frio lutando, comparo muito ele com o Jon Jones de estilos. Não tem wrestling como do Jones, mas a trocação é baseada na envergadura, a forma que joga os golpes. É perigoso. Ele começou no wrestling, mas ele veio mais trocando nas suas últimas lutas e acabou pecando no wrestling. Na última derrota foi derrubado várias vezes. Acredito que esse excesso de confiança pode ser um excelente ponto a ser explorado”, disse, antes de ressaltar o motivo de esperar uma melhor atuação.

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“Estou me sentindo muito bem, sem aquela pressão que estava porque estreei com derrota. Agora estou indo para a terceira luta, sem pressão, sem tanto aquela sensação de ter o mundo em cima de mim, de que se perdesse a última luta me sentia fora do UFC. Foi uma série de fatores que me fizeram não soltar meu jogo nas últimas apresentações. Queria fazer uma luta mais segura. Agora estarei mais solto”, completou.

Com nove vitórias na carreira, ‘Cabocão’ conseguiu as oito primeiras por nocaute ou finalização, mostrando que gosta de atuar de uma forma agressiva e sem deixar nas mãos dos jurados. E é esse lutador que o público e o UFC podem esperar nessa sua próxima peleja.

“Não sou aquele tipo de atleta que quero luta amarrada, sem emoção. Gosto de quem paga o ingresso veja um show. Sempre vou lutar para dar show. Quero que o público saia do evento falando bem de mim, que eu dei tudo e fiz um lutão. Independente de qualquer resultado, quem paga quer ver um show. Vou dar chute giratório, pisar na grade. Vou promover um show lá dentro. Podem confiar”, afirmou o peso-galo.

Com 25 anos, Felipe sabe que ainda tem uma longa estrada pela frente para chegar ao topo da categoria no Ultimate. Se antes o atleta estava afoito já almejando um lugar entre os melhores do ranking, agora preza pela paciência, mas já mira um 2020 em alto nível.

“Quando ganhei do Pilarte já estava pensando que queria estar entre os melhores. Mas depois eu cai na real, vi que existem atletas que estão há muito mais tempo e merecem estar entre os melhores. Quero passo a passo. Não vou dar passo maior que a perna. Quero fazer três, quatro lutas e ir subindo aos poucos. A meta é terminar entre os top 15 para começar 2021 pegando top 10 e já me colocar como uma realidade e não só uma expectativa”, finalizou.

No MMA desde 2013, Felipe ‘Cabocão’ já foi campeão peso-pena (66 kg) do Jungle Fight e e tem nove vitórias e apenas uma derrota na carreira. Na sua última luta, o brasileiro derrotou Domingo Pilarte, por decisão dividida dos jurados, em junho de 2019.

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