Após ano sem título, Palmeiras fecha 2019 com dívida acima dos R$ 500 mi

Yahoo Esportes
Leila Pereira e Maurício Galiotte durante coletiva de anúncio de renovação do patrocínio (Marcello Zambrana/AGIF)
Leila Pereira e Maurício Galiotte durante coletiva de anúncio de renovação do patrocínio (Marcello Zambrana/AGIF)

O Palmeiras viverá um 2020 de ‘vacas magras’. O clube alviverde que vem investindo pesado nos últimos anos para retomar seu papel de protagonista no futebol brasileiro, o que dentro de campo fez muito bem, dá pequenas derrapadas fora deles e investirá menos para a temporada que começa. Para deixar claro, a agremiação não está com nenhum valor atrasado para jogadores e funcionários, mas os gastos dos últimos anos e uma readequação ao contrato com a principal patrocinadora aumentaram os valores devidos.

SIGA O YAHOO ESPORTES NO INSTAGRAM
SIGA O YAHOO ESPORTES NO FLIPBOARD

Role para baixo para continuar lendo
Anúncio

Sobre o contrato com a Crefisa, o clube tem uma dívida de R$ 174 milhões, em relação aos R$ 538 milhões devidos. Isso ocorreu após uma determinação da Receita Federal, na qual Leila Pereira, presidente da Crefisa, não poderia doar os jogadores ao clube, mas sim emprestar. Com isso, o Palmeiras passou a contar esse valor como dívida com a patrocinadora.

A situação da dívida do Palmeiras está longe de preocupar o seu torcedor, pois as receitas do clube ainda são altas (orçadas em mais de R$ 600 milhões para 2020). Porém, o clube fecha 2019 com seu pior resultado financeiro desde 2015, quando começou a retomada financeira com Paulo Nobre, e depois passando para a parceria com Leila Pereira e sua empresa.

Leia também:

O perfil do endividamento do Palmeiras pode ser dividido em algumas partes: Operacional (R$ 81 milhões), imagem e luvas (R$ 80 milhões), contas a pagar (R$ 6 milhões), aquisição de jogadores (R$ 147 milhões), empréstimos com a Crefisa (R$ 174 milhões), impostos parcelados (R$ 61 milhões) e dívidas judiciárias (R$ 20 milhões). Grande parte desses valores são dívidas de curto prazo e o Palmeiras, que faturou mais de R$ 600 milhões no ano, não deixará de pagar por ter caixa suficiente para tais questões. No entanto, esses altos valores acabam prejudicando outro lado do clube: as contratações.

O clube gastou ao todo R$ 147 milhões em contratações no período, tem a receber um pouco mais de R$ 80 milhões em vendas de atletas. Porém, mesmo com um valor negativo de menos de R$ 70 milhões, o Palmeiras não terá dinheiro suficiente em caixa para fazer grandes contratações ou extravagâncias na janela de contratação do futebol brasileiro. O time tem um elenco forte, precisará de reforços pontuais a serem escolhidos pelo novo treinador Vanderlei Luxemburgo, mas segue os rivais paulistas no quesito não ter muito em caixa para gastar.

O Palmeiras terá de pagar até o fim do ano R$ 110 milhões das contratações feitas, mas receberá o valor de R$ 80,1 milhões em negociações feitas. O que abate um pouco da dívida. Os outros R$ 37 milhões serão pagos no longo prazo e não preocupam o torcedor nesse momento.

O empréstimo com a Crefisa e impostos, o Verdão precisará começar a pagar apenas em 2020. E a primeira parte, sempre dependerá e muito da relação com Leila Pereira. Enquanto a patrocinadora estiver na frente do clube, essa dívida poderá ter o seu pagamento adiado. E como a relação com a Crefisa parece ser de longa data, o Palmeiras poderá ficar mais tranquilo quanto a esse valor.

Isso passa e muito pelo risco que o Palmeiras, capitaneado por Paulo Nobre, assumiu em 2014, quando o time quase foi rebaixado para a segunda divisão pela terceira vez, mas permaneceu na Série A e rumou para dois brasileiros e uma Copa do Brasil. No entanto, o sucesso do Flamengo, que rivaliza com o Verdão no mercado e em campo, incomodou o torcedor palestrino que espera uma equipe ainda mais forte para a temporada 2020.

Siga o Yahoo Esportes

Twitter | Flipboard | Facebook | Spotify | iTunes | Playerhunter

Leia também