Após adiamentos, governo de SP deve divulgar dados da eficácia da CoronaVac até 7 de janeiro

Redação Notícias
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Sao Paulo Gov. Joao Doria poses for photo flashing a thumbs up next to a container carrying the experimental COVID-19 vaccine CoronaVac after it was unloaded from a cargo plane that arrived from China at Guarulhos International Airport in Guarulhos, near Sao Paulo, Brazil, Thursday, Dec. 3, 2020. (AP Photo/Andre Penner)
Mais de 3 milhões de doses da CoronaVac já estão no Brasil e, até o final do ano, o Butantan afirma que terá no país 10,8 milhões de doses do imunizante (Foto: AP Photo/Andre Penner)

O governo de São Paulo deverá divulgar os resultados da eficácia da CoronaVac, vacina contra o coronavírus que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan em pareceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, até o dia 7 de janeiro de 2021. As informações são do G1.

Os dados dos testes da vacina deveriam ter sido divulgados na última quarta-feira (23). Antes, a previsão era de que eles fossem conhecidos em 15 de dezembro. Mas em ambos do casos o anuncio foi cancelado.

Na quarta (23), o governo de São Paulo alegou que o adiamento se deu após decisão contratual da farmacêutica chinesa SinoVac de atrasar a divulgação dos números. Durante coletiva de imprensa, deu novo prazo para soltar o resultado depois de 15 dias.

Porém, na quinta-feira (24), a Turquia informou publicamente ter chegado ao percentual de 91,25% de eficácia da CoronaVac em testes preliminares feitos com 1,3 mil voluntários.

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Por este motivo, o secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, foi a publico declarar que a vacina não atingiu 90% de eficácia nos testes que foram feitos, mesmo não podendo antecipar com precisão quais foram os índices obtidos por questões de sigilos contratuais.

“[Nos testes do Butantan] Não atingiu 90% e, mesmo não tendo atingido isso, valores menores, esses valores menores já nos dão, que é acima de 50%, nós não sabemos o quanto acima de 50%, se foi 60%, 70% ou 80%, mas eles estão em níveis que nos permitem fazer uma redução de impacto de doença na nossa população”, afirmou Gorinchteyn, referindo-se ao percentual mínimo de 50% recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

CORONAVAC NO BRASIL

Apesar do adiamento, as autoridades paulistas garantiram, no entanto, que a eficácia da vacina ficou acima dos 50% exigidos para que uma vacina seja considerada eficiente.

O pedido de uso emergencial à Anvisa será apresentado depois que a Sinovac consolidar os dados para que se tenha um índice de eficácia único da vacina.

Inicialmente, a previsão das autoridades de saúde de São Paulo era de anunciar a primeira leitura da eficácia da vacina na primeira semana de dezembro. A data foi adiada para 15 dezembro e, posteriormente, transferida para esta quarta.

Apesar do atraso, as autoridades paulistas mantiveram a previsão de iniciar a vacinação com a CoronaVac em 25 de janeiro, conforme anunciado no início do mês.

Mais de 3 milhões de doses da CoronaVac já estão no Brasil e, até o final do ano, o Butantan afirma que terá no país 10,8 milhões de doses do imunizante.

A previsão do Butantan é de ter em janeiro 46 milhões de doses da vacina --aplicada em duas doses com intervalo de duas semanas entre elas. Para o mês de maio, a estimativa é de ter no Brasil 100 milhões de doses.

O Ministério da Saúde afirmou na semana passada que incluirá toda a produção da CoronaVac no Brasil — o Butantan está envasando o potencial imunizante em suas instalações — no Programa Nacional de Imunizações (PNI), desde que ela seja registrada pela Anvisa.