Apoio e honra ao 'herói': Camacho jogará após um mês da morte do pai

Guilherme Amaro

Camacho voltará a jogar pelo Corinthians após exatamente um mês da morte do seu pai, Anízio. Desde a tragédia do dia 19 de fevereiro, o volante tem recebido grande apoio dos companheiros no Timão, da Fiel e até de torcedores de outros clubes, incluindo os rivais.

Por conta da morte do pai, Camacho foi liberado do clássico contra o Palmeiras, no dia 22 de fevereiro. Antes do Dérbi, os jogadores entraram no gramado da Arena Corinthians com uma faixa escrito #ForçaCamacho, hashtag usada nas redes sociais para dar apoio ao volante. A ação foi um pedido de alguns atletas, mas já havia sido planejada pelo clube. Também foi respeitado um minuto de silêncio no estádio.

Após voltar à rotina de treinos no CT Joaquim Grava, Camacho recebeu grande apoio dos companheiros. No último dia 2, por exemplo, o volante completou 27 anos e não iria fazer qualquer tipo de comemoração por conta da morte do pai. Os jogadores do Corinthians, então, organizaram uma festa surpresa com direito a churrasco e decoração de pôquer, um hobby dele.

"É muito bom quando na vida encontramos pessoas boas como vocês (jogadores do Corinthians), isso nos da força para seguir em frente! Tenho certeza de que ficará guardado para sempre, e isso só mostra o quanto estamos unidos! É muito bom saber que não estamos sozinhos!", escreveu a esposa de Camacho, Vanessa, em postagem no Instagram.

Camacho disse que pretende honrar o seu "herói", como ele mesmo se referiu ao pai (veja o depoimento completo abaixo). Em campo, a primeira oportunidade será neste domingo, a partir das 16h, contra a Ferroviária. Como o próprio volante escreveu após a tragédia, "vai ser difícil, mas vamos (família) mais longe ainda". Todos estão na torcida!

A TRAGÉDIA:

Anízio morreu no dia 19 de fevereiro ao não resistir aos ferimentos causados por uma queda no elevador particular de sua residência no Rio de Janeiro. A mãe de Camacho, Rita, sofreu fraturas nas pernas, enquanto o irmão do jogador, Leonardo, teve escoriações.

Leonardo é paraplégico, e o elevador na casa da família servia para facilitar a locomoção pela residência de três andares.













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