Apesar de hepta de Hamilton, Mercedes sai da Turquia com recorde negativo

Sergio Lillo
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O final de semana do sétimo título de Lewis Hamilton na Fórmula 1, o sétimo consecutivo de pilotos para a Mercedes (9º em toda a história junto dos dois de Juan Manuel Fangio em 1954 e 1955) não foi apenas festa e comemorações.

O conjunto da obra do final de semana do GP da Turquia pode passar por despercebido, graças à atuação sensacional de Hamilton no domingo para vencer uma corrida que tinha tudo para não ser sua, mas nem tudo parecia correr a favor da equipe.

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Os Meecedes W11 de Valtteri Bottas e Hamilton não se encontraram em meio ao asfalto deslizante do Istambul Park na sexta e no sábado. Na caótica primeira sessão de treinos livres, não passaram de um nono lugar e, no TL2, ficaram a mais de meio segundo de Verstappen.

E no TL3 do sábado, Bottas voltou a ficar muito atrás do holandês, enquanto Hamilton mal foi à pista, sem nem marcar tempo.

Mas quando chegou a hora da verdade no Q1, novamente não passaram do nono lugar, ficando a 9s5 de Verstappen, que aproveitou a melhora da pista apostando em não entrar nos boxes. No Q2, melhoraram, ficando em 3º e 7º, mas a 2s4 e 3s4 do piloto da Red Bull.

E tudo se consumou no 23: Hamilton não conseguiu ir além do sexto lugar, a 4s795 de Stroll, enquanto Bottas foi o 9º, a 5s493. Com isso, a Mercedes teve sua pior classificação desde antes da era turbo híbrida! A equipe alemã não sabia o que era ter como melhor resultado uma vaga na terceira fila desde o GP dos Estados Unidos de 2013.

Na ocasião, Hamilton foi o quinto, a 1s007 da pole de Vettel com a Red Bull, enquanto Nico Rosberg saiu apenas da 14ª posição, apesar de ganhar mais duas posições depois devido à punições.

Nesse meio tempo, o GP de Singapura era a grande pedra no sapato da Mercedes. Nas edições de 2015 e 2017, a equipe alemã não conseguiu ir além de colocar seus carros na terceira fila.

"Acredito que não havíamos perdido uma pole no molhado neste ano. Mas as condições eram diferentes, não tivemos apenas chuva, e sim um circuito recapeado e com baixas temperaturas. Não conseguimos colocar os pneus na janela ideal, nem encontrar a aderência, derrapando por todos os lados", reconheceu Toto Wolff durante o sábado.

"As consequências foram essas diferenças imensas entre um carro e outro. Sempre digo que podemos aprender todos os dias e hoje especialmente. Espero que, no futuro, possamos entender como fazer os pneus funcionarem sob condições extremas".

Um pequeno choque em um final de semana histórico para Lewis Hamilton, que igualou Michael Schumacher como o maior campeão da história da F1, e que deixou claro que segue disposto a ir além no futuro. Falta apenas a confirmação da renovação para 2021.

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