Apesar de bom ano em campo, finanças do Santos afundam cada dia mais

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Presidente José Carlos Peres tem sofrido com momentos complicados em sua gestão (Sergio Barzaghi/Gazeta Press)
Presidente José Carlos Peres tem sofrido com momentos complicados em sua gestão (Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

O torcedor do Santos mistura dois sentimentos no final de 2019: orgulho e preocupação. O clube terminou o Brasileirão na segunda posição, com 74 pontos, e jogando um futebol de encantar os torcedores pelo país. Porém, o time passa por um momento de grande dificuldade financeira e não conseguirá fazer grandes investimentos para a temporada de 2020. Além disso, o time perdeu o treinador Jorge Sampaoli, mas contratou o português Jesualdo Ferreira.

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O primeiro ponto de preocupação no Santos é a folha salarial. Com a chegada de alguns jogadores renomados como Carlos Sánchez, os valores pagos mensalmente pelo clube ultrapassam os R$ 12 milhões. Segundo análise do início do ano, esses valores não poderiam cruzar o limite dos R$ 8 milhões. O investimento começou a ser feito na metade da temporada de 2018, quando o time sofria com o risco de rebaixamento e a diretoria trouxe jogadores para recuperar o tempo perdido na competição.

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Outra preocupação é o aumento da dívida de curto prazo. O valor, em setembro de 2019, ultrapassou os R$ 200 milhões. E boa parte delas precisa ser paga até o setembro de 2020, ou seja, dentro de um ano. O Santos vendeu Rodrygo, para o Real Madrid, e o Bruno Henrique, para o Flamengo, mas isso não resolveu os problemas no curto prazo. Os valores da dívida são maiores que as receitas do clube para o ano.

O Santos também segue com problemas para pagar os salários. Na última semana de dezembro, o time pagou os direitos de imagem e 13º salários que estavam atrasados. A diretoria prometeu pagar tudo até a virada do ano. A premiação do Brasileirão também não foi paga, pois estava bloqueada até o dia 21 de dezembro.

O Peixe conseguiu a liberação do valor do Brasileirão depois de fazer um acordo com uma companhia. A Teisa é um fundo criado para investimentos de terceiros no Santos e cobrava o valor de R$ 7,5 milhões. O clube admitia a dívida, mas precisou negociar para que conseguisse um respiro no final do ano, principalmente, pela questão dos direitos de imagem. O fundo chegou a ter parte dos direitos de Neymar, mas perdeu relevância com o afastamento de Luis Alvaro e nas gestões seguintes. Hoje é administrado por outros sócios. 

E as dívidas do Santos já começam a preocupar em 2020. A Federação Paulista de Futebol recebeu um pedido de penhora da premiação do clube para o Paulistão desse ano. A FK Sports, que comprou crédito na Quantum Solutions, que teria direitos a receber valores do mecanismo de solidariedade da FIFA, quando o Barcelona vendeu Neymar para o PSG. O valor é de R$ 2,6 milhões. E a mesma empresa entrou com outro pedido para penhorar outros R$ 1,4 milhão da premiação do clube na temporada de 2020. 

O Santos admite a dívida e que existe uma negociação ocorrendo na Justiça. Além das duas questões envolvendo a FK Sports, o fundo Doyen entrou com um pedido por R$ 14,4 milhões em relação à venda de Neymar para o Barcelona, em 2013. O Alvinegro prometeu pagar 23 milhões de euros para o grupo até 2021.

A situação do Santos tende a piorar caso o time não se negocie alguns jogadores ou rescinda contratos com atletas como Bryan Ruiz, que não atua no Peixe, mas faz parte da folha salarial do clube. E com os patrocínios mais baixos do que os orçados, o clube alvinegro precisará ser bastante criativo para fechar as contas em 2020 de uma forma tranquila para o seu torcedor. 

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