Apesar da falha repetida, atuação do Vasco no clássico sinaliza o caminho a seguir ao longo da temporada

Felippe Rocha
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É óbvio que você, torcedor, tem o direito de ficar chateado porque a vitória não aconteceu. É igualmente evidente que as falhas nas bolas paradas defensivas não podem se repetir com tamanha frequência. Mas o Vasco também tem bastante coisa positiva para tirar da partida contra o Fluminense, embora não tenha vencido.

A começar por entender que o rival se prepara para a Copa Libertadores enquanto a realidade do Cruz-Maltino é de se ajustar para tentar voltar à elite nacional. E o time de Marcelo Cabo sustentou a pressão inicial do rival, se impôs ao longo do segundo tempo, saiu na frente e, no segundo tempo, também soube se reerguer.

Teve bola na trave, posta por Andrey; teve Laranjeira obrigando Marcos Felipe a fazer defesa importante... e teve a maioria do time chamando atenção positivamente. Veja Galarza, por exemplo. Não fez gol, não deu grandes passes, mas foi notado de forma quase que onipresente em campo.

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E o treinador tem sua dose de razão ao ponderar os desfalques. Embora seja importante todos saberem que a temporada será desgastante, os desfalques vão se repetir, as lesões e suspensões vão acontecer e a Série B promete ser duríssima. Será assim até o último jogo.

Se os reforços para o ataque ainda vão entrar no time e se entrosar, a defesa também precisa melhorar pelas razões já citadas aqui. Semana após semana, o Vasco terá um constante trocar de pneus com o carro em movimento. Se o caminho parece correto, a velocidade precisa ser constante. O destino desejado já é sabido: a elite.