Após vitória no UFC 246, Diego Ferreira mira se manter ativo e revela lado bom de 'anonimato'

AgFight

No último sábado (18), Diego Ferreira conquistou a mais expressiva vitória de sua carreira, ao finalizar Anthony Pettis no card principal do UFC 246, realizado em Las Vegas (EUA). O triunfo sobre o ex-campeão peso-leve (70 kg) do Ultimate, o sexto consecutivo na organização, deve garantir ao brasileiro um lugar na lista top 15 da categoria até 70 kg, talvez a mais concorrida da entidade.

Porém, apesar da importância de ter seu nome ranqueado entre os 15 principais lutadores da divisão, o peso-leve afirmou que não tem pressa para entrar no ranking, e admitiu que existem vantagens em se manter longe dos holofotes. Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight nos bastidores do UFC 246, Diego revelou que pretende se manter o mais ativo possível, o que poderia ser atrapalhado caso fosse alçado ao top 15 da categoria.

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“Até agora não tenho ninguém (em mente). Quero fazer mais uma luta, quero ficar ocupado na categoria, se entrar no top 15, tem que esperar alguém ganhar ou perder para poder lutar. Não gostaria de entrar agora (no ranking), quero lutar mais um pouco embaixo, fazer bastante luta para fazer meu nome. O pessoal ainda pergunta: “Quem é esse?”, “É brasileiro?”. Não conhecem bastante meu nome e quero fazer meu nome”, contou Ferreira.

Ainda que o brasileiro prefira se manter a margem do ranking, seu caminho parece mesmo destinado ao top 15 da categoria. Especialmente após a vitória por finalização, ainda no segundo round, diante de Anthony Pettis – maior nome que já enfrentou nos octógonos e atual décimo primeiro colocado na lista -, que marcou seu sexto triunfo seguido na entidade. À Ag. Fight, o peso-leve comentou sobre a estratégia traçada para encarar o ex-campeão e admitiu surpresa com a rapidez de sua conquista.

“Tentei bastante fazer mais o clinche com ele. Ele gosta de movimentar bastante, tentei botar mais pressão, mas tinha medo dele chutar minhas pernas porque, se fosse para o terceiro round, não queria entrar com a perna machucada por chutes no joelho e na panturrilha. Procurei não dar brechas para ele no início, colocar mais pressão até que consegui fazer o clinche e colocar para baixo. Não esperava ser tão rápido assim, esperava que fosse para o terceiro round ou fim do segundo, mas, graças a Deus, deu tudo certo e consegui buscar a finalização no segundo round”, concluiu.

O triunfo sobre Pettis no último sábado veio no dia do aniversário do brasileiro, que prometeu comemorar com a família o resultado e a data especial. Diego, que saiu mancando do octógono devido a uma pancada no joelho, também descartou, inicialmente, uma lesão grave em sua perna. Agora o peso-leve acumula 17 vitórias e apenas duas derrotas em seu cartel.

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