Após vitória em clássico, Corinthians encara 'decisão' na Sul-Americana para garantir tranquilidade

Alexandre Guariglia
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Quando venceu o Santos, no último domingo, o Corinthians parecia ter tirado um caminhão das costas, aliás não só o clube, mas também seu treinador, Vagner Mancini. Acontece que no futebol o alívio só dura até o próximo apito inicial e ele tende logo a se transformar em tensão quando o jogo é uma decisão, como esta que o Alvinegro enfrenta nesta quinta-feira, contra o Peñarol, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana.

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Antes do clássico, em dois sábados consecutivos, a principal organizada do Timão, a Gaviões da Fiel, se manifestou publicamente pedindo a saída do atual técnico corintiano. Em uma das faixas do protesto feito na véspera da partida estavam os dizeres "clássico é guerra". Pressão feita mesmo com bons resultados no Paulistão e uma classificação encaminhada para o mata-mata.

Uma coisa os torcedores estavam com a razão: o time não vem jogando bem, conquistando vitórias de forma inexplicável, quando o adversário era muito melhor em campo. Talvez o ápice dessas atuações ruins tenha sido no empate em 0 a 0 na estreia pela Copa Sul-Americana, com o fraco River Plate-PAR, fora de casa. E o pior: poderia ter voltado de Assunção com uma derrota.

O grande problema é que provavelmente nenhuma outra equipe da chave vai perder pontos para os paraguaios e somente um clube se classifica para as oitavas de final. O Peñarol, que aparenta ser o principal adversário do Corinthians no Grupo E, goleou em seu primeiro jogo o Sport Huancayo-PER e já despontou na liderança e tem vantagem em cima dos brasileiro.

- Felizmente estamos em um momento de uma semana difícil, diante do Santos, do Peñarol, do São Paulo, e a gente inicia bem, mas não quer dizer muita coisa, porque amanhã tem cobrança novamente por vitória, por performance, e essa é nossa vida. O treinador tem que entender que funciona dessa forma - declarou Mancini após o clássico na Vila Belmiro.

Assim, o duelo desta quinta-feira acabou tomando ares de "decisão" para o Corinthians, que ficará em uma situação bastante complicada se não vencer em casa seu principal adversário. Caso a vitória não venha, serão de quatro a cinco pontos perdidos em duas partidas. Por essas e outras, Mancini reconhece o caráter decisivo da partida, mas pede que o dever de casa seja feito, com a mesma força que o time (reserva) demonstrou diante do Santos, na Vila.

- Todo jogo é decisivo para o Corinthians, é final de campeonato, e se tratando de de Sul-Americana, onde apenas um passa de fase, todo jogo é decisivo, o Peñarol ganhou dentro de casa, nós jogamos fora e empatamos, então temos que fazer o dever de casa. Agora, o futebol muitas vezes te reserva surpresas, muitas vezes não. A partir do momento em que você tem performance no jogo, você afasta a surpresa. É importante que o Corinthians seja forte diante do Peñarol como foi hoje (domingo), e como foi em outros momentos - disse o comandante alvinegro antes de completar:

- Sobre o jogo do Peñarol, é muito importante a vitória, porque a gente passa à frente deles, não dá a vantagem a eles, mas depois tem que jogar em Montevideo também, são seis jogos decisivos e tenho certeza que o Corinthians vai fazer sua parte - concluiu.

Na última terça-feira, Alessandro e Roberto de Andrade, responsáveis pelo departamento de futebol do Corinthians, deram entrevista coletiva e mais uma vez reforçaram a confiança no técnico Vagner Mancini. Mesmo assim, a vitória nesta quinta-feira é essencial para garantir tranquilidade para o trabalho do treinador. Um tropeço compromete demais a situação do Timão na Sula.