Após viralizar com pronome neutro, narradora do SporTV usa técnicas 'para cego ver' nas Paralímpiadas

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A narradora Natália Lara, do Esporte da Globo, abriu a programação dos Jogos Paralímpicos de Tóquio, nesta terça-feira, usando técnicas 'para cego ver', que consiste em detalhar minuciosamente os detalhes de sua fisionomia, do estúdio e também do seu posicionamento na imagem.

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A jornalista, que trabalhava nos canais ESPN e Fox Sports antes de ser contratada pela Globo um pouco antes das Olímpiadas, já havia viralizado por mostrar a inclusão às minorias em sua narração, ao tratar Quinn, atleta do futebol feminino do Canadá, com pronome neutro 'elu'.

Durante a transmissão de Brasil e Lituânia pelo Goaball paralímpico, Natália disse que ela é uma mulher branca, de óculos e cabelos encaracolados, que estava sentada em uma mesa branca do lado esquerdo da tela. A comentarista Carla da Marta fez a mesma coisa.

Durante a partida, Natália ainda tentou incluir ao máximo os deficientes visuais que poderiam estar acompanhando a partida, detalhando jogadas além do que é visto em partidas direcionadas para pessoas que enxergam. Em jogadas, Natália especificava, inclusive, com que mão o atleta fez o passe

Outros narradores também se adaptam
Durante as transmissões da natação, o narrador Márcio Meneghini também fez uma auto descrição, assim como o ex-nadador e omentarista Clodoaldo Silva. Na Globo, durante a abertura dos Jogos Paralímpicos, o narrador Everaldo Marques detalhou sua fisionomia falando inclusive que estava 'acima do peso'.

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