CBF explica ausência de briga e acordo com Globo após transmissão da Supercopa chamar a atenção

Rodrigo Portella*
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O Flamengo derrotou o Palmeiras nos pênaltis, neste domingo, pela Supercopa, e levou mais um título para a Gávea. No entanto, o empate em 2 a 2 no tempo normal acabou chamando a atenção dos torcedores não apenas pelos lances dos times em campo, mas também pela transmissão feita. O LANCE! conversou com a CBF e procurou a Globo sobre a exibição da partida. 

Uma das principais críticas públicas foi dada pelo jornalista Juca Kfouri, no Uol. Ele teve acesso à opinião de dois gigantes das transmissões televisivas no Brasil: o "chefão" da Globo Boni e o gabaritado publicitário Washington Olivetto. Os dois descascaram a exibição feita pela CBF, criticando não apenas os cortes das câmeras ou o foco das imagens, como também apontando que a tecnologia usada no jogo era ultrapassada.

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Nas redes sociais, alguns detalhes chamaram a atenção do público. Os torcedores já se acostumaram com a contagem em estilo "90 minutos" no cronômetro do tempo de jogo, algo que já havia acontecido na primeira edição da Supercopa, em 2020, exemplificando. 

Na transmissão da Globo, o narrador Galvão Bueno precisou explicar que o modelo da CBF era padronizado com o de campeonatos internacionais - pouco usual no Brasil. E por falar em Galvão Bueno, uma das críticas mais severas feitas à CBF foi a não exibição de uma briga na saída do campo quando o jogo estava perto de acabar. 

Segundo pessoas próximas, dirigentes e atletas teriam se envolvido em uma confusão com troca de socos na entrada dos vestiários. Na Globo, Galvão criticou a não exibição. Os torcedores também ficaram na bronca.

CBF DIZ QUE PREFERIU NÃO MOSTRAR DESENTENDIMENTO

Mas o que diz a dona dos direitos? Em contato com o LANCE!, a CBF explicou que a geração das cenas e a tomada de decisão do que seria exibido foi inteira da Confederação. Ou seja, o sinal enviado para as antenas e satélites era da Globo, porém, todo o resto, como as imagens tratadas e grafismos, era da CBF.

As imagens não foram geradas pela emissora, como acontece no Brasileirão, por exemplo, assim como foi explicado por Galvão, no domingo. Desta forma, entre todos os lances reprisados ao vivo ao momento da confusão nos vestiários, o que foi mostrado ou ignorado era uma opção da CBF.

Segundo informações da Confederação, uma produtora foi contratada para ser parceira na detenção dos direitos e cuidar da exibição. Ao todo, somando profissionais da Globo e da produtora de vídeos contratada, a exibição do título do Flamengo contou com mais de 100 pessoas e foram utilizadas 27 câmeras espalhadas pelo Mané Garrincha, em Brasília.

NÃO É A PRIMEIRA VEZ...

Além disso, a Globo - que foi procurada e não retornou até este momento - só teve o papel de colocar a gravação no ar e comentar por cima - como é feito em diversos modelos de transmissões internacionais. Copa Sul-Americana, Libertadores e Liga dos Campeões seguem o mesmo modelo.

*sob supervisão de Ricardo Guimarães