Após escândalo sobre Rio-2016, conselheiro da IAAF pede demissão

Frank Fredericks é suspeito de ter recebido propina em meio a eleição para a escolha da cidade-sede para a 31ª edição dos Jogos Olímpicos 

A denúncia feita pelo jornal francês Le Monde na última semana fez a sua primeira vítima. Acusado de receber propina às vésperas da eleição da cidade-sede para os Jogos Olímpicos de 2016, o ex-atleta na Namíbia e conselheiro da Associação das Federações Internacionais de Atletismo (IAAF, em inglês), Frank Fredericks, pediu demissão nesta segunda-feira. De acordo com as investigações, a Yemi Limites (empresa de Fredericks) recebeu, no dia da votação, US$ 299,3 mil. O ex-atleta era então o responsável pelo pleito.

- Eu decidi me afastar do grupo de trabalho para que a integridade de sua tarefa não seja questionada após as alegações feitas contra mim no jornal Le Monde. É importante que a missão da força-tarefa seja vista como livre e justa, sem influência externa - afirmou ao Estadão.

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Sebastian Coe, aceitou a demissão a fim de garantir a integridade do trabalho da força-tarefa.

- O trabalho do Grupo de Trabalho da IAAF é de extrema importância na reconstrução da confiança na Rússia, cujo sistema nacional frustrou as aspirações de atletas limpos e a integridade da competição. A sua coordenação com a Rusaf e o acompanhamento da sua aceitação e adesão aos critérios de verificação e condições de reintegração é crucial à medida que trabalhamos para devolver os atletas às competições internacionais em um ambiente seguro para todos - disse ao Estadão.

Na capital francesa, o MP Financeiro ainda não se manifestou oficialmente sobre o escândalo de corrupção envolvendo a escolha do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016.

Fredericks, segundo as investigações, recebeu um depósito de Pamodzi Consulting, uma das empresas de Papa Massata Diack, filho de Lamine Diack, presidente da IAAF e membro do COI na época.










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