Após descanso planejado, 'Bate-Estaca' mira voltar a disputar cinturão ainda em 2020

O ano de 2019 reservou fortes emoções na carreira de Jéssica ‘Bate-Estaca’. Em maio, a lutadora conquistou o cinturão peso-palha (52 kg) do Ultimate, ao derrotar Rose Namajunas. Entretanto, logo em agosto, foi superada pela chinesa Zhang Weili e perdeu o título. Acostumada a nunca ficar muito tempo afastada das competições, a brasileira dessa vez decidiu dar um tempo maior para sua última luta. No dia 18 de abril, a ex-campeã volta a estar em ação quando encara novamente Namajunas, no UFC 249.

Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag.Fight, a brasileira admitiu que precisou de um período maior de descanso, já que estava embalada com muitos camps seguidos. Segundo ele, seu corpo precisava dar uma pausa para poder voltar a lutar em grande nível.

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“Foi algo já premeditado mesmo (esse período maior longe). Quando lutei e perdi o cinturão pensei: ‘Poxa, agora eu realmente tenho que descansar’. Porque foram camps seguidos um atrás do outro, estava muito cansada. Conversei com meu mestre e o Tiago que é meu empresário, e ele mesmo falou: ‘Vai descansar’. Até quis lutar em dezembro antes de acabar o ano, mas o Tiago falou: ‘Jéssica, vai descansar porque você já trabalhou muito esse ano, você merece’. E, na verdade, ele tirou as palavras da minha boca. Então consegui passar o Natal e a virada do ano bem, consegui comer (risos), coisas que geralmente não consigo fazer porque estou sempre em camp treinando, mas dessa vez deu para aproveitar. Então foi premeditada mesmo, porque realmente precisava descansar”, disse a atual número um do ranking da categoria.

Se 2019 foi marcante para a peso-palha, ela espera reviver a boa parte ainda esse ano. A brasileira afirmou que está confiante que vai conseguir novamente uma vitória sobre Rose e, dessa maneira, espera que o Ultimate lhe dê uma nova chance de disputar o título contra a vencedora do duelo entre a atual detentora do cinturão, Zhang Weili, e Joanna Jedrzejczyk, que acontece dia 7 de março.

“Queria muito mesmo para esse ano de 2020 é ter a chance de disputar o cinturão de novo. Seja com a Weili Zhang ou com a Joana. Ter essa chance de novo e mostrar que tudo que aconteceu foi um deslize, que na verdade poderia ter feito mais, mas na hora a mão dela (Zhang) entrou primeiro que a minha e acabei perdendo o cinturão. Mas quero mostrar para as pessoas que eu vou ser uma campeã que vai manter o cinturão. Para 2020 ser perfeito teria que ter essa disputa de cinturão, nem que seja no final do ano. Que eu consiga fazer duas, três lutas esse ano para poder disputar esse cinturão. Vou ficar no aguardo”, adiantou a atleta da PRVT.

Apesar de ter perdido o cinturão, Jéssica ainda colhe os frutos de ter integrado o seleto hall de campeãs do UFC, principalmente pela questão financeira. A peso-palha revelou que atualmente não tem mais do que reclamar das bolsas oferecidas a elas nas suas recentes lutas e afirmou que para esse novo duelo contra Namajunas, conseguiu ainda negociar um bom valor para se apresentar.

“Essa parte (financeira), graças a Deus, nunca ficou ruim. O (período) ruim mesmo foi lá no começo, nas primeiras lutas, quando eu lutava de 61 kg, que realmente precisei vender material. Mas depois que entrei no 52 kg nunca mais passei necessidade. Foram só águas de ouro. E hoje, mesmo perdendo o cinturão, nada mudou, continua do mesmo jeito. Acho que até melhorou. Porque mesmo com a derrota, a gente negociou o valor da bolsa, negociamos tudo. Então eu volto com um valor maior, não volto com o valor mais baixo que a maioria dos ex-campeões voltam. Graças a Deus tenho um empresário muito bom que conseguiu fazer esse trabalho. O cinturão foi mais um objeto mesmo que adquiri, mas na questão de valor mesmo financeiro continua da mesma forma, mesmo perdendo o cinturão. Estou vivendo bem para caramba (risos). Conseguindo ajudar todo mundo, ajudo minha família, o pessoal da equipe e por aí vai”, finalizou a brasileira.

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