Após crescimento, Fluminense tem queda no sócio e aguarda volta do público para lançar planos

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A pandemia da Covid-19 trouxe diversos desafios para os clubes, especialmente na parte financeira. Uma das áreas que teve maior impacto com a ausência de público nos estádios foi o sócio-torcedor. No Fluminense não foi diferente. O clube foi o segundo brasileiro que mais ganhou associados entre março de 2020 e abril de 2021, mas viu o número entrar em constante queda após um pico com a campanha #ÉPeloFlu.

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Quando inaugurou o contador no site oficial, em junho de 2020, o Flu somava 26.896 sócios. Durante uma campanha mobilizada pela torcida, o clube chegou a bater mais de 37.400 torcedores adimplentes no final de agosto do ano passado. Desde então, houve um leve aumento após a classificação para a Libertadores, mas os números vem em queda constante. O número de 8 de julho de 2021 é 30.832.

De acordo com os balanços financeiros divulgados, o Fluminense teve um crescimento ao longo dos anos com o sócio. Em 2020, o clube teve R$ 10,5 milhões em receita, enquanto em 2019 esse valor foi de R$ 5,3 milhões e em 2018 de R$ 5,2 milhões. O orçamento previsto para 2021 dá conta que o Flu imagina arrecadar R$ 11 milhões com programa de sócio-torcedor. Vale lembrar que 100% desta receita é destinada ao futebol do clube.

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Só ao longo do ano passado esses números já variaram. Por exemplo, no terceiro trimestre, o clube lucrou quase R$ 7,9 milhões com o programa. No segundo trimestre, o valor foi de cerca de R$ 5,4 milhões. Para se ter noção do tamanho do aumento, o Tricolor embolsou R$ 2,8 milhões no primeiro trimestre, antes da pandemia.

Uma das dificuldades do Fluminense foi a impossibilidade de lançar novos planos. Depois de ser impulsionado não só pela campanha de torcedores, mas também pela chegada de Fred, o clube não conseguiu remodelar seu programa. Havia a previsão de divulgação em março de 2020, mas a pandemia mudou tudo e ainda não há novas datas. O lançamento está condicionado ao retorno do público aos estádios.

- O programa está pronto e na hora em que o público voltar, a gente bola ele na rua. Mas obviamente vamos criar uma série de programas para atender as pessoas que ficaram pagando sem ter jogo. Por isso, quando eu falo em volta gradativa, eu acredito que a volta vai ser gradativa, a gente vai priorizar os nossos sócios-torcedores que se mantiveram adimplentes mesmo sem a possibilidade de tê-los nos estádios - disse Mário Bittencourt na última entrevista coletiva.

Em dezembro de 2018, o número de sócios do Fluminense era aproximadamente 9 mil adimplentes. Em 2019, esse número bateu 13 mil em junho, quando se iniciou a gestão de Mário Bittencourt. Ao fim do ano, eram quase 24 mil. Em março de 2020, quando começou a pandemia da Covid-19, o número era de 25,6 mil. O maior pico foi em agosto, com 37,4 mil. O ano encerrou com 34 mil em dezembro. Desde então, vem caindo aos poucos, chegando na casa dos 30,8 mil neste momento.

Um dos principais diferenciais no sócio do Fluminense era justamente o desconto para a compra de ingressos. Com a pandemia e o adiamento do lançamento de novos planos, o Tricolor teve, assim como todos os clubes, dificuldade em oferecer benefícios aos torcedores. Para quem ficou em dia no último ano, o Flu promete mais um ingresso de graça no retorno do público aos que tem 100% de desconto e um bilhete gratuito a quem tem 50%. Houve também parcerias com patrocinadores, como desconto em teste de Covid-19.

Veja a variação dos números a cada mês:

19/06/2020 - 26.896
31/07/2020 - 35.409
21/08/2020 - 37.477
20/10/2020 - 37.314
05/11/2020 - 37.223
23/12/2020 - 35.271
11/01/2021 - 34.484
23/02/2021 - 33.192
18/03/2021 - 33.119
09/04/2021 - 32.191
06/05/2021 - 32.011
08/07/2021 - 30.832

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