Aos 42 anos, Zé Roberto explica longevidade e afirma: “No final do jogo estou inteiro”

Zé Roberto atuou em seis das sete partidas pelo Palmeiras nesta temporada de 2017- jogando 90 minutos em todas elas – e tem sido peça fundamental no elenco recheado da equipe. Atuando como lateral esquerdo e volante, o jogador de 42 anos, que possui contrato até o final desta temporada, concedeu uma entrevista ao jornal português O Jogo. Na conversa, o jogador conta como fez para chegar nesta idade ainda atuando num alto nível.

“Sempre procurei cuidar bem da minha carreira. Na Alemanha- onde atuou de 1999 a 2005 e 2007 a 2011-, descobri que o meu corpo é o meu instrumento de trabalho e passei a estimá-lo, com refeições equilibradas e horas de sono adequadas. Graças a Deus, também nunca tive uma lesão grave. Tudo isto foi importante para que eu, com 42 anos, ainda esteja num alto nível”, afirmou Zé Roberto.

O atleta comentou como está revertendo a lógica das tradicionais críticas no Brasil a jogadores com idade avançada. “Fico feliz por meu trabalho ser reconhecido. É raridade, porque o Brasil é um pouco preconceituoso em relação à idade. Quando um jogador atinge os 30 anos, as pessoas dizem logo que é veterano, que está em fim de carreira, mas no meu caso foi ao contrário. Aos 32 anos cheguei à melhor fase: foi quando disputei a Copa de 2006, na Alemanha. Retornei então ao Brasil, para jogar no Santos, e fui considerado o melhor em atividade. Isso rendeu-me um convite para jogar dois anos pelo Bayern de Munique. Com aquela idade, a minha carreira teve um “up”, cresceu mais e estabilizou. Ter o poder de decisão sobre quando vou parar é motivo de orgulho. Cuidei bem da minha carreira e ela recompensou-me”, disse o lateral.

Zé Roberto ainda comentou como este “preconceito” em relação à idade gera mudanças na maneira dos adversários o enfrentar. “Costumo brincar com a situação e digo que do meu lado é um rodízio de jogadores. No primeiro tempo aparece-me um pela frente, no segundo o treinador opta por colocar outro e, antes de terminar, ainda lança um terceiro na lateral. Por causa da idade, eles tentam explorar mais o meu lado, mas depois chega o final do jogo e eu estou inteiro, 100% fisicamente, e o treinador adversário surpreendido pela minha forma”, explicou o palmeirense.

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