Ao L!, Mariana Becker fala sobre F1 em 2020 e conta desafios de como é ser mulher no jornalismo

Fellippe Rocha e João Santana*
LANCE!


Surfe, Rally do Sertões e Fórmula 1. Mariana Becker lista várias coberturas dos mais diferentes esportes em muitos anos de "Rede Globo". A jornalista, que atualmente cobre o Campeonato Mundial de Fórmula 1 na emissora, conversou participou da live "De casa com o LANCE!" nesta segunda-feira e contou bastidores do automobilismo e também falou sobre as mulheres no jornalismo.

A Fórmula 1 em 2020 ainda não teve seu início por conta da pandemia de coronavírus. A primeira etapa do torneio, que aconteceria na Austrália, em março, foi cancelada e ainda não uma nova data para o começo da temporada. Mariana contou o que espera para este ano.

- A cada dia eu tenho uma impressão diferente. Tem dia que eu acordo, leio e converso com as pessoas e acho que vai voltar. Aí no dia seguinte eu já acho que é impossível, que não tem como. Todos os dias muda um pouco. A Áustria se prontificou a receber a Fórmula 1 sem público, mas todo mundo tem que estar testado. Vai ter um avião-charter com as equipes, que vai sair de apenas um lugar e vai direto para Graz e todo mundo fica em um ou dois hotéis. Aí é direto do hotel para o autódromo e do autódromo para o hotel.

- A Inglaterra fala na possibilidade de ter eventos esportivos fechados, sem a presença de público. Mas você tem 14 dias de isolamento para qualquer um que chega ao país. E aí você tem que pensar na Ferrari, na Pirelli... Tem gente chegando de todos os lugares. Como nós vamos sair da Áustria, chegar na Inglaterra e ficar 14 dias reclusos? São 14 dias pagando hotel.

- O que provavelmente vai acontecer é a realização de dois ou três Grandes Prêmios em um circuito só. Silverstone tem acho que cinco traçados na mesma pista. Na Áustria seriam duas corridas.

Com muita experiência no jornalismo e no esporte, Mariana contou também sobre as dificuldades de ser mulher nesta profissão que é majoritariamente masculina, especialmente no meio esportivo.

- Eu sempre convivo de maneira natural em ambientes masculinos. Eu escolhi uma profissão que é bastante masculina, numa área que é mais masculina ainda, que é o esporte. Quando eu cheguei para trabalhar em 1995 tinham ainda menos mulheres trabalhando. Então chegar na Fórmula 1 não teve nenhum estranhamento. O que me surpreende é às vezes você ver que um cara diminui a importância do que você está falando, do que você descobriu, ou o cara que duvida...

- Eu acho que a possibilidade existe porque não há nada que impeça fisicamente e mentalmente. Culturalmente eu acho que o ambiente pode prejudicar. Porque se as pessoas às vezes duvidam de mim, imagina de uma piloto? Ela vai ter que provar ainda mais. O que eu acho que falta é um ter mais de mulheres, para que deste montão de mulheres a gente consiga algumas com talento o suficiente para chegar na Fórmula 1. A gente tem muitas pilotos talentosas, mas ainda falta um pouco mais. Mas não falta mais pela incapacidade do gênero ou pelo fato de ser mulher.

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* sob supervisão de Tadeu Rocha



















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