Ao L!, Jair Pereira destaca trabalho de Jorge Jesus e também recorda suas passagens no Fla e na Europa

Vinícius Faustini
LANCE!


O desempenho do técnico Jorge Jesus à frente do Flamengo não passou em branco por Jair Pereira. Ao "De Casa Com o LANCE!", o treinador que foi campeão da Copa do Brasil de 1990 no Rubro-Negro exaltou o profissionalismo do Mister, que renovou seu vínculo com o clube até 2021, e foi taxativo.

- Não tem dessa de treinador "estrangeiro". Se ele é bom, pode treinar aqui, treinar fora. Além disso, ele tem um grupo de pessoas que trabalham muito bem e pegou um Flamengo que tem estrutura tremenda. Chegou, ganhou tudo, só não foi campeão do mundo, mas esteve perto. Tinha time para ganhar - afirmou.

Jair Pereira falou sobre a projeção que foi dada para os técnicos de Portugal.

- Todo mundo fala dos treinadores portugueses, que são os melhores do mundo e demonstram isso. Mas ele (Jorge Jesus) não veio sozinho. Estava todo mundo unido, certinho, com um grupo de trabalho - afirmou.

O profissional de 74 anos recordou seu trabalho na Copa do Brasil de 1990.

- Foi difícil. Fizemos a final contra o Goiás, que tinha o Túlio. No primeiro jogo ganhamos de 1 a 0 em Juiz de Fora, porque não tinha como a gente mandar o jogo no Rio. Aí lá no Serra Dourada, o Zé Carlos agarrou muito bem e ajudou a gente a segurar o 0 a 0. Mas olha como acontecem as coisas: teve eleição no Flamengo e me mandaram embora. São coisas que acontecem... - disse.











Jair também recordou sua passagem como técnico no futebol europeu. Ele comandou o Atlético de Madrid em 1993.

- Eu estava em segundo lugar no Espanhol. Quando cheguei lá, ganhamos de 3 a 2 da seleção do México. Ganhamos do Real Madrid uma partida. Começou a Uefa, antes de um jogo na Escócia fomos assinar a súmula meu capitão e eu. O presidente do Atlético estava falando, aí eu cheguei e disse: "presidente, não, aqui é minha, deixa eu falar, deixa comigo". Jogamos, ganhamos a partida, mas ele ficou receoso comigo. No primeiro jogo que perdemos, ele me mandou embora - e, em seguida, apontou o que fez de errado:

- Não tinha experiência, né?! Se fosse agora, eu falaria: "vamos fazer o que o presidente está falando e eu estou falando, vamos colocar em prática agora". De qualquer forma, foi legal, me dava bem com os jogadores. Foi meio difícil o início de me adaptar à língua, mas depois fui aprendendo a falar - completou.


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