Ao L!, Guilherme se declara ao Sport e relembra jogo do acesso: 'Uma noite inesquecível'

Matheus Costa*
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Mesmo com as dificuldades financeiras, o Sport fez uma grande campanha na Série B de 2019 e conseguiu triunfar em seu objetivo para retornar à Série A. Um dos grandes destaques do time de Guto Ferreira foi o atacante Guilherme, que rapidamente caiu nas graças da torcida da Ilha do Retiro.

Sua passagem pelo Leão do Recife durou apenas um ano, mas foi intensa e forte, tal como os inúmeros romances retratados na rica literatura pernambucana. O ápice do romance entre Guilherme e o Sport completou um ano na última semana, quando o jovem atacante marcou os dois gols do acesso contra a Ponte Preta, de virada, em sua despedida da Ilha do Retiro e ainda se sagrou o artilheiro da competição. Uma história de amor digna de Clarice Lispector, que assim com o paulista, foi acolhida pelos braços do povo pernambucano em uma bela história de amor.

Ao LANCE!, Guilherme, hoje na Arábia Saudita, relembrou do épico dia que não sai da memória do torcedor do Leão. E do atacante também, que confessou que o fatídico dia ficou marcado em sua vida.

- Realmente foi algo que vivenciei, que ficou muito marcado em minha vida. Esse jogo ficou ainda mais, pelo fato de ser o do acesso. Todos os jogos encarávamos assim, mas esse da Ponte, com a virada, os dois gols… Me consagrando de vez como artilheiro do Campeonato. Foi algo espetacular. Fizemos um grande jogo, com certeza uma noite inesquecível para todos. Foi uma festa linda e uma noite que fica difícil de esquecer - relembrou.

A história de amor entre Guilherme e Sport não sai da memória de ninguém que acompanhou esta relação. Hoje, o atacante confessou que sua trajetória na Ilha do Retiro foi tão intensa que ele passou a se considerar um torcedor do Leão. Sobre o tão requisitado retorno, ele não nega a possibilidade de um dia voltar a vestir a camisa do clube.

- Hoje me considero um torcedor do Sport. Parece que fiquei muito mais do que um ano lá. Recife também me recebeu muito bem, não só o clube. Fiz amizade com todos ali no clube, todos os departamentos. Ali eu considero minha casa. Fiz muita amizade. Gosto demais das pessoas que ali trabalham. O Sport me fez um bem, cara... Desde o começo foi tudo muito bom. Não tem como não sentir saudades, não tem como não dizer isso. Como eu disse, é minha casa. Quem sabe, um dia, se for da vontade de Deus, eu volte a vestir essa camisa. Seria uma honra para mim. É um clube que marcou na minha vida, da minha família e da minha carreira. - declarou.

Hoje no Al-Faisaly, Guilherme têm vários sonhos para o restante da sua carreira. Com apenas 25 anos e em grande fase, a possibilidade de jogar na Europa não sai de sua cabeça, especialmente para jogar uma Liga dos Campeões. Ele também confessa que se interessaria em jogar no Japão, mostrando que deseja conhecer o país. Entretanto, ele não nega a vontade de atuar novamente no Brasil.

- Eu tenho um sonho ainda de jogar na Europa, todos sabem. As pessoas próximas, amigos, sabem que sonho isso, desejo jogar na Europa se for da vontade de Deus, jogar uma Europa League, uma Champions League, que são campeonatos que assisto desde novo e sempre me via ali, sonhava jogar essas competições. Confesso que desejo também jogar no Japão, que é um país que eu queria muito conhecer, que também tenho o desejo de atuar e, com certeza, quero ainda jogar no Brasil - afirmou.

Por sua ótima relação com a torcida do Sport e os inúmeros pedidos por um retorno ao clube, Guilherme confessa que uma volta ao Leão seria muito especial. Entretanto, ele não descartaria atuar em outras equipes brasileiras, como o São Paulo.

- Seria muito especial uma volta ao Sport, mas também tenho outros clubes no Brasil que eu gostaria de um dia vestir a camisa. São Paulo, por exemplo, que tenho muitos familiares que torcem, o Corinthians, Flamengo, Atlético-MG, Cruzeiro, dentre outras… Equipes grandes, consolidadas no cenário nacional e que eu sempre quis jogar. O que for da vontade de Deus vai acontecer, porque ele tem sempre o melhor pra mim - concluiu.

*Estagiário, sob supervisão de Tadeu Rocha.