Ao L!, Elton fala sobre disputa no meio de campo e analisa início do Juventude no Brasileirão

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O Juventude retornou à elite do futebol brasileiro depois de treze anos. Contudo, a equipe gaúcha ainda não venceu no Campeonato Brasileiro e buscará o primeiro triunfo nessa quarta, às 21h30, diante do Palmeiras, no Alfredo Jaconi. Em entrevista ao LANCE!, o volante Elton analisou o momento da equipe na temporada e falou sobre seu desempenho na briga por uma vaga no meio de campo da equipe gaúcha.

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Ao longo da temporada, existe uma boa disputa por um lugar no meio de campo do time dirigido pelo técnico Marquinhos Santos. O Juventude apresenta bons números quando o camisa 5 está em campo. Ao todo, foram seis vitórias, quatro empates e três derrotas, com 53,8% de aproveitamento. Em compensação, sem Elton, os gaúchos venceram uma, com um empate e três derrotas, e apenas 10,3%.

- Não sabia, até porque não fico reparando em números. Fico muito focado em melhorar cada vez mais e centrado dentro de campo. Existe a parte técnica, tática, física, então não tenho tempo para ver essas estatísticas, até porque são dados que não vão mudar em nada meu rendimento. Mas é legal, bacana saber que venho conseguindo ajudar o Ju de forma efetiva nos jogos, fico feliz com isso, sinal que o trabalho vem sendo bem feito - disse o volante, e completou sobre a disputa no setor.

- Uma disputa bem sadia, todos buscam seu espaço mas sempre respeitando o outro. Sabemos que tem o Castilho, João Paulo, Matheus Jesus que chegou agora, enfim. O importante é que todos que estão aqui é em prol do Juventude e só vamos conseguir nos destacar se o grupo não tiver vaidade. Aí sim, podemos ir longe e dessa forma todos ganharem uma visibilidade - completou.

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Como grande parte das equipes recém-promovidas, o jogador revelou que em primeiro lugar o Juventude deve pensar em pontuar para garantir a permanência. Para ele, a equipe deve ligar o alerta por ainda não ter vencido no Brasileirão e ter calma para reencontrar o caminho das vitórias, sobretudo no Alfredo Jaconi.

- O primeiro passo, assim como a imensa maioria dos clubes que sobem da B para a A, é a permanência. Não adianta enganar o torcedor e falar que vamos brigar por pré-libertadores. Claro que queremos muito, mas temos que ter pés nos chão e primeiro temos que fazer a pontuação para não correr riscos e depois pensar em algo maior - analisou, e completou.

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- Sim (ligar o alerta), mas sem desespero. O discurso de "o campeonato é longo" aqui não entra. Já se foram três rodadas e quando piscarmos o primeiro turno já terá terminado, então temos que pensar em vencer, mas não há motivo para pânico também. O planejamento da equipe é fazer no seis ou sete pontos nas próximas três rodadas. Sabemos que serão adversários complicados, mas se a gente não traçar metas curtas, vamos nos embolar no planejamento - analisou.

Elton - Juventude
Elton - Juventude

Elton foi titular contra o Santos, na Vila (Divulgação/Juventude)


Ao longo de sua história, o Juventude sempre teve seu estádio como um fator decisivo para boas campanhas. Foi assim no título da Copa do Brasil em 1999, quando derrotou o Botafogo no Alfredo Jaconi por 2 a 1. Elton explicou que a temperatura de Caxias do Sul favorece o Ju, ressaltou que a equipe já virou a chave depois da eliminação para o Vila Nova, e que o foco é total no Brasileirão.

- A temperatura favorece muito a nós, principalmente quando jogamos contra equipes do Nordeste, que não estão acostumadas com o clima da serra. Aqui em Caxias faz muito frio e é bem diferente de um calor. Além disso, estamos acostumados a jogar aqui no estádio, mas esse fator é secundário, porque todos os clubes também tem essa vantagem quando jogam como mandante em seus estádios. O frio é algo que pode pesar em nosso favor de verdade. A sensação de jogar sem torcida é horrível, parece treino, mas já estamos assim algum tempo, então já acostumamos. Seria injusto se falasse que isso esteja pesando algo contra.

- No lado financeiro realmente pesou (eliminação para o Vila Nova na Copa do Brasil), até porque não estava em nossos planos sair da Copa do Brasil de uma forma tão rápida, mas no lado esportivo, já superamos. O grupo virou a chave estamos totalmente focados no Brasileiro. Enquanto alguns terão jogos durante o meio de semana, nós vamos descansar e treinar para as partidas dos finais de semana.

Por fim, o experiente atleta, de 31 anos, apontou os cuidados que o Juventude tem tido para combater a Covid-19, proteger atletas e comissão técnica, e deixar o esporte mais seguro. Porém, ele disse que os médicos e outros profissionais de saúde são as pessoas mais adequadas para comentar sobre a segurança da modalidade no Brasil.

- Fazemos teste com enorme frequência, no inicio incomodava um pouco, mas depois acostumamos e hoje já é algo que faz parte da nossa rotina. Os cuidados em sido extremo. Muito álcool em gel, máscara, mãos lavadas, enfim. O clube nos orienta muito também. Claro que não estamos imunes, mas na medida do possível, estamos fazendo o que dá para nos proteger. Quanto achar se o futebol é seguro ou não, acredito que tenham terceiros mais adequados do que eu para opinar sobre o assunto. Seria uma "invasão" da minha parte achar ou não algo sobre isso. Tem médicos e outros profissionais da área da saúde que sabem de fato o que é ou não sobre isso. Então fica complicado eu falar sobre isso. Única coisa que dá para afirmar é que existe um enorme cuidado entre todos nós aqui do Juventude - salientou.

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