Ao L!, Carter fala sobre polêmica envolvendo Caio Ribeiro: 'Não existe o apolítico'

Matheus Costa*
LANCE!


Nesta quarta-feira (13), o "De Casa Com o LANCE!" recebeu um convidado ilustre da internet. Trata-se do influenciador digital Carter Batista, dono do perfil "Esse Dia Foi Louco", que faz sucesso nas redes sociais pelo tom humorístico que aborda o futebol, mas sem deixar de falar sobre outros assuntos como política e literatura.

Carter abordou a polêmica recente entre Raí, Caio Ribeiro e Casagrande, que começou quando o diretor de futebol do São Paulo fez críticas ao governo de Jair Bolsonaro e foi repreendido pelo comentarista do Sportv, que afirmou que futebol e política não se misturam. Depois, Caio e Casagrande acabaram discutindo no "Bem, Amigos!" sobre o assunto e gerou um clima estranho. Segundo o influenciador digital, não existe o 'apolítico', dando razão ao ex-jogador do Corinthians na discussão.

- Com relação ao Caio Ribeiro, ele é um dos personagens mais carismáticos e gentis do futebol. Caio é uma figura sensacional. Mas nesse ponto não concordo com ele e vou mais na linha do Casagrande. Nós vivemos numa sociedade que é política. Nós vamos remeter a frase do Aristóteles: “O homem é um animal político”. Não é algo que você tem que se ausentar. Não existe o ‘apolítico’. Mesmo em família existe uma aura política. Nós ainda precisamos melhorar como sociedade no aspecto de educação e conscientização política. Precisamos amadurecer nesse ponto - afirmou.

Carter também falou sobre a cobrança que muitos jogadores recebem de torcedores para um maior posicionamento sobre assuntos políticos no país, citando um famoso episódio sobre Michael Jordan, que foi remetido na série "The Last Dance", onde ele se recusa a se posicionar publicamente contra um político de cunho racista.

- Quando isso acontecer, o jogador de futebol será impactado. Poucos jogadores são preocupados com a política e estão preocupados apenas em jogar bola. Agora está em pauta o ‘The Last Dance’, da Netflix. O Michael Jordan não apoiou um candidato negro contra um candidato que era considerado racista, e ele foi cobrado por isso. Aqui no Brasil temos o exemplo do Pelé que não prestou apoio aos negros na disputa racial. Ídolos do tamanho de Pelé e Michael Jordan têm essa deficiência. Por outro lado, temos exemplos de Sócrates e Muhamed Ali, que apoiaram essas campanhas e não arranharam suas imagens - relembrou.

Por fim, Carter diz que concordou com o raciocínio de Casagrande sobre o assunto, que os jogadores precisam expressar sua opinião, citando exemplos de atletas que manifestaram apoio de forma pública ao presidente Jair Bolsonaro.

- Concordo com o Casagrande e acho que o jogador de futebol deveria procurar expressar sua opinião. Na última campanha presidencial, quando Jair Bolsonaro foi eleito, diversos jogadores manifestaram apoio à ele. E tem outros que manifestam até hoje, como Marcos, Ronaldinho, Felipe Melo, Rivaldo... São ídolos que manifestam apoio ao presidente até hoje - completou.

SOBRE O "DE CASA COM O LANCE!"

O "De casa com o LANCE!" é um programa apresentado exclusivamente através do Instagram do site. No formato home office, nossa equipe irá receber convidados exclusivos de diferentes esferas, como atletas, profissionais e influenciadores digitais, além da participação dos leitores com perguntas ao vivo. Para não ficar de fora, acompanhe o nosso Instagram (@diariolance) e o Twitter (@lancenet).

*Estagiário sob a supervisão de Tadeu Rocha
















Role para baixo para continuar lendo
Anúncio

Leia também