Ao contrário de "devastado" Kvyat, Marko diz que Gasly "floresceu" após queda

Redação GP

Helmut Marko nota uma grande diferença nos comportamentos de Daniil Kvyat e Pierre Gasly após seus respectivos ‘rebaixamentos’ da Red Bull para a Toro Rosso. O dirigente, consultor da equipe principal e homem forte na gestão de jovens pilotos, acredita que o francês é um exemplo de como é possível se agigantar em um momento de dificuldade na Fórmula 1

"Ao contrário do Kvyat, que ficou completamente devastado, o Gasly simplesmente floresceu", destacou Marko, falando ao ‘Motorsport.com’. "Felizmente, tanto para ele [Gasly] quanto para nós. Acho que ele aprendeu sua lição e chegou às conclusões certas após seis meses na Red Bull. Acho que ele é capaz de alcançar muitas coisas no futuro", continuou.

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Gasly foi trocado por Alexander Albon após o GP da Hungria, que encerrou uma primeira metade de campeonato repleta de decepções e resultados abaixo das expectativas. O tailandês conseguiu resultados dignos, mas o francês não ficou devendo. Uma série de corridas na zona de pontos foi coroada com um inimaginável segundo lugar no GP do Brasil.

Pierre Gasly segue recebendo aplausos pelo fim de 2019 (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)


Kvyat, por sua vez, só afundou após retornar aos boxes da Toro Rosso em 2016, trocado por Max Verstappen. O russo teve resultados fracos e foi demitido antes mesmo do fim de 2017. Entretanto, a seca de jovens talentos na Red Bull permitiu o retorno ao grid em 2019. Daniil agora forma a dupla de Faenza com Gasly.

Por mais que seja difícil aceitar o retorno a uma equipe média, Marko destaca que não se trata de um mau negócio. A Toro Rosso se fortaleceu em 2019 e conseguiu resultados promissores. É por isso que, falando sobre Gasly, o dirigente não vê demérito algum em representar a equipe de Faenza, que em 2020 passa a atender por Alpha Tauri.

"Estamos falando de um piloto que agora está pilotando pela melhor dentre as equipes médias. Ele ainda ganha muito dinheiro e ainda compete no melhor campeonato do mundo. Eu diria que é uma oportunidade, uma nova oportunidade. Não é um rebaixamento, de jeito nenhum", encerrou.

 


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