Anvisa concede uso definitivo para vacina Oxford/AstraZeneca contra covid-19

Anita Efraim
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BANGKOK, THAILAND - 2021/03/12: A box of the AstraZeneneca vaccine is seen in a cooling refrigerator at the Bamrasnaradura Infectious Diseases Institute in Nonthaburi province on the outskirts of Bangkok.
Thailand's Prime Minister Prayuth Chan O-Cha and his cabinet ministers abruptly postponed their Covid-19 inoculations planned for Friday after several European countries suspended the use of the AstraZeneca vaccine on reports some patients had developed blood clots. (Photo by Chaiwat Subprasom/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
Vacina da Oxford/AstraZeneca já está sendo usada no Brasil, mas de forma emergencial (Foto: Chaiwat Subprasom/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

A Anvisa anunciou nesta sexta-feira, 12, que vai conceder o uso definitivo da vacina Oxford/AstraZeneca contra o coronavírus. O imunizante já estava sendo usado no país, mas pelo com uso emergencial.

A vacina pode ser aplicada em pessoas a partir de 18 anos. Após a primeira dose, a segunda pode ser tomada de 4 a 12 semanas. No Brasil, a eficácia da vacina ficou em 64,2%.

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O imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca deve ser armazenado em temperatura entre 2ºC e 8ºC. Depois de aberta, a vacina dura 6 horas em temperatura ambiente e 48 horas sob refrigeração.

No Brasil, a vacina Oxford/AstraZeneca está sendo produzida pela Fiocruz. A expectativa é que, até o fim de março, a Fiocruz tenha capacidade de produzir um milhão de doses do imunizante por dia. Atualmente, a produção é de 300 mil doses diárias.

A vacina é a segunda a receber aprovação para uso definitivo no Brasil. O imunizante da Pfizer também conseguiu o registro, no entanto, o Brasil ainda não tem acordo de compra da vacina.

Gustavo Mendes, gerente-geral de medicamentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, também anunciou que o remédio remdesivir será registrado para tratamento da covid-19. É o primeiro medicamento que terá na bula uma indicação contra a covid-19. O remédio serviria para evitar o agravamento da doença, mas não como forma de prevenção.