Antetokounmpo quebra 'parede' e leva Bucks a primeiro título em 50 anos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Eleito melhor jogador da NBA em 2018/19 e 2019/20, Giannis Antetokounmpo não conseguiu nessas temporadas ir além das finais da Conferência Leste com o Milwaukee Bucks. Os rivais construíram o que se convencionou chamar de "parede" contra suas investidas no garrafão, e o sucesso da fase de classificação não pôde ser replicado nos mata-matas.

Neste ano, o grego ficou em quarto na corrida pelo posto de MVP (jogador mais valioso), porém alcançou o sucesso no momento que realmente importa do campeonato. Quebrou a parede e, com uma vitória por 105 a 98 sobre o Phoenix Suns, na noite de terça-feira (20), conquistou o título de 2020/21.

Foi a segunda conquista do Milwaukee, que só havia triunfado em 1971, quando contava com Kareem Abdul-Jabbar e Oscar Robertson. Cinquenta anos depois de fazer 4 a 0 no Baltimore Bulletts, o time chegou ao troféu vencendo a série final contra os Suns por 4 a 2, de virada, para delírio de uma multidão no estado de Wisconsin.

No jogo derradeiro, com as arquibancadas e até os arredores do Fiserv Forum cheios de gente, Antetokounmpo teve uma atuação espetacular, com 50 pontos e 14 rebotes. Mais uma vez, o ala-pivô de 26 anos contou com ajuda do ala-armador Khris Middleton (17 pontos, 5 assistências e 5 rebotes) e do armador Jrue Holiday (12 pontos, 11 assistências e 9 rebotes).

Chris Paul (26 pontos e 5 asistências) e Devin Booker (19 pontos e 5 assistências) procuraram evitar o triunfo dos Bucks e forçar a realização de um sétimo jogo, em Phoenix. Mas, depois de abrir a série melhor de sete com dois bons resultados e ver a taça ao alcance, os Suns desperdiçaram chances e não tiveram eficiência na velha tática da parede contra Giannis.

Tal estratégia consiste em congestionar o caminho que o grego gosta de percorrer com a bola, da área próxima ao garrafão até a cesta, fazendo uso de sua excepcional capacidade atlética. Uma vez que ele começa sua investida, a equipe adversária forma uma espécie de muro com até três atletas, na tentativa de bloquear a passagem.

Nas duas últimas edições do mata-mata da NBA, Toronto Raptors e Miami Heat quebraram dessa maneira o ritmo do Milwaukee. Como não tem um arremesso de média ou longa distância confiável, Antetokounmpo insistia nas penetrações e dava de cara na parede, o que gerava faltas de ataque ou arremessos contestados.

"A primeira vez que vi isso foi provavelmente dois anos atrás. Você tem que encarar como um elogio e tentar achar uma diversão no desafio, já que estarão lá três caras para construir essa parede contra você", afirmou Giannis. "Eu odeio. Não vou mentir, eu odeio. Mas você tem que achar um jeito de jogar contra isso."

O insucesso nos últimos "playoffs" fez Giannis perceber que nem sua capacidade física extraordinária seria suficiente para encarar o muro. Com a potência que lhe rendeu o apelido "Greek Freak", algo como "Aberração Grega", ele até superava a marcação com alguma frequência, mas não com um índice de aproveitamento suficiente para os Bucks insistirem na força bruta.

"É difícil. Você leva para o lado pessoal e quer resolver sozinho, ir para cima", disse o camisa 34, recordando seu velho pensamento. "Mas você não deve levar para o pessoal. É fazer a jogada certa: avançar ou achar o passe para o melhor companheiro, confiar no companheiro. É sobre confiança. Estou confiando nos meus companheiros."

A confiança foi recompensada. Khris Middleton, de 29 anos, cresceu muito e teve, em algumas partidas, importância superior à de Antetokounmpo. Jrue Holiday, de 31, foi contratado nesta temporada e se mostrou um parceiro de ótimo nível, com tenacidade defensiva e capacidade de organizar o ataque.

Foi Holiday quem iniciou uma das jogadas emblemáticas das finais, nos segundos derradeiros do jogo 5. O Phoenix Suns estava no ataque, um ponto atrás no placar, quando Holiday fez a dobra na marcação, arrancou a bola das mãos de Devin Booker, puxou o contra-ataque e deu passe preciso para Giannis completar a ponte aérea.

Foi o lance na virada na série, no Arizona, uma vitória que permitiu aos Bucks voltar a Milwaukee com vantagem de 3 a 2. Aí, foi proteger o mando de quadra e concluir uma temporada acidentada da NBA -que espremeu sua tabela no calendário, afetado pela pandemia do novo coronavírus, e teve como resultado um recorde de lesões.

Bucks e Suns chegaram com méritos à final, mas um desses méritos foi evitar problemas físicos tão ruins quanto os enfrentados pelos rivais. O Milwaukee, por exemplo, só virou a série contra o Brooklyn Nets após as contusões de James Harden e Kyrie Irving. O Phoenix passou pelo Los Angeles Lakers sem Anthony Davis e com LeBron James claramente limitado.

A própria Covid-19 foi um obstáculo considerável para a realização do campeonato. Se a edição 2019/20 foi concluída no formato "bolha", em um ambiente de proteção contra o Sars-CoV-2 montado no complexo da Disney, a disputa de 2020/21 teve sua realização nos ginásios habituais, que só passaram a receber público na fase final.

Vários atletas tiveram de ser afastados ao longo do campeonato em decorrência do coronavírus -por teste positivo ou por quebra de protocolo. Infectado, Chris Paul teve de acompanhar pela televisão as duas primeiras partidas dos Suns contra o Los Angeles Clippers na final da Conferência Oeste. Na grande decisão, Thanasis Antetokounmpo, irmão de Giannis, desfalcou os Bucks.

Diante de tantos percalços, em um ano no qual o técnico Mike Budenholzer esteve ameaçado de demissão, foi o Milwaukee quem teve maior força para ser o último time de pé. No caminho até o troféu Larry O'Brien, ficaram pelo caminho o Miami Heat, o Brooklyn Nets, o Atlanta Hawks, o Phoenix Suns e a parede anti-Giannis.

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