Antes de mudança nas regras, Ferrari admite “orçamento maior” para 2020

Redação GP

A Ferrari admitiu que vai investir pesado na temporada 2020 da Fórmula 1 também para se preparar para o ano seguinte. A escuderia de Maranello prevê um gasto “significativamente mais caro” no próximo campeonato.

Falando à imprensa durante um lançamento, o diretor-executivo da Ferrari, Louis Camilleri, acompanhado por Mattia Binotto, chefe do time, afirmou que um ano “recorde” na indústria deixou “muitos sorrisos” em Maranello, garantindo um gordo orçamento para o projeto do Mundial. 

Role para baixo para continuar lendo
Anúncio

Sebastian Vettel (Foto: AFP)


Paddockast #46

OS 10 MELHORES PILOTOS DA DÉCADA


Ouça: Spotify | iTunes | Android | playerFM






“Nós também estamos preparados para investir”, disse Camilleri. “E, felizmente, a indústria automobilística pode apoiar esses investimentos, não só em termos de pessoal, mas também em termos de infraestrutura”, seguiu.

“Nós somos uma única companhia e a indústria financia os negócios de Mattia”, explicou.

A Ferrari, aliás, já iniciou a construção de um novo simulador, um projeto que coincide com o desenvolvimento do carro de 2020. Para o novo bólido, a casa de Maranello vai revisar o design do motor e da aerodinâmica.

Às vésperas de uma mudança no regulamento da F1 para 2021, com a adoção de teto orçamentário, a Ferrari admite que vai injetar muito mais dinheiro no projeto do carro do próximo ano. 

“Sim, vai ser significativamente mais caro”, admitiu Binotto. “O orçamento que temos disponível é o que precisamos. Com certeza, o número de projetos em paralelo é significativamente maior em comparação com o passado. Nós todos começamos muito cedo [com o carro de 2021]”, seguiu.

“Então, sim, o ano que vem terá um orçamento maior, não só em termos de dinheiro, mas em recursos ― vamos precisar de mais pessoas para executar os programas”, explicou. “Acho que é uma situação que tem de ser controlada agora”, ponderou.

Os salários dos pilotos, porém, não está sujeito a um teto orçamentário. Questionado se está preocupado com uma disparada nos salários, Camilleri respondeu: “Não estou indevidamente preocupado”.

Neste ano, o primeiro sob o comando de Binotto, a Ferrari já tinha feito um maior aporte financeiro, mas, apesar de o jejum de títulos seguir, o diretor-executivo garante que ficou satisfeito.

“Nós precisamos de paciência, estabilidade e serenidade”, disse Camilleri. “Se você olhar para a história da F1, quando as equipes foram muito bem, seja a McLaren, a Ferrari nos bons tempos, a Red Bull ou hoje a Mercedes, tem um ponto em comum, que é a grande estabilidade no time”, apontou. “Eles aprenderam a trabalhar muito bem juntos. Isso é algo em que estamos muito focados. Mattia está dedicando muito tempo para garantir que temos um time coeso e unido”, concluiu.


Apoie o GRANDE PRÊMIO: garanta o futuro do nosso jornalismo


O GRANDE PRÊMIO é a maior mídia digital de esporte a motor do Brasil, na América Latina e em Língua Portuguesa, editorialmente independente. Nossa grande equipe produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente, e não só na internet: uma das nossas atuações está na realização de eventos, como a Copa GP de Kart. Assim, seu apoio é sempre importante.


Assine o GRANDE PREMIUM: veja os planos e o que oferecem, tenha à disposição uma série de benefícios e experências exclusivas, e faça parte de um grupo especial, a Scuderia GP, com debate em alto nível.






Leia também