Antes concorrente, início de Barrios no Grêmio é superior ao de Borja no Verdão

O Palmeiras iniciou a temporada com Lucas Barrios como principal nome para ocupar a função de centroavante no esquema de jogo do técnico Eduardo Baptista. A contratação de Willian e principalmente a chegada de Miguel Borja ao Verdão, porém, tiraram o espaço do paraguaio, que rescindiu com o clube e, pouco depois da chegada do colombiano, acertou com o Grêmio.

Após quase três meses que as negociações foram concluídas, Barrios apresenta números muito superiores no Tricolor gaúcho em relação aos que Miguel Borja demonstra no Palmeiras, mesmo tendo convivido com uma lesão na coxa direita, que já o atrapalhou no Verdão.

No Grêmio, Barrios soma 12 jogos, sendo apenas quatro como titular. No total, são 582 minutos em campo, período em que o paraguaio aproveitou para anotar sete gols. Na média, um tento a cada 83 minutos.

Já Miguel Borja tem 13 partidas pelo Palmeiras, número similar ao de Barrios, mas nove como titular. No total, são 848 minutos atuando pelo clube, com apenas quatro gols anotados, o que configura uma média de um tento a cada 212 minutos.

Lucas Barrios recebia aproximadamente R$ 1 milhão por mês no Palmeiras, valor bancado integralmente pela Crefisa. Já no Grêmio, diminuiu o valor para cerca de R$ 400 mil, com todos os vencimentos bancados pelo Tricolor.

O atacante participou dos títulos da Copa do Brasil 2015, quando foi destaque e importante nas partidas decisivas, e do Campeonato Brasileiro 2016, encerrando sua passagem pelo clube com 14 gols em 45 partidas.

Já Miguel Borja chegou ao Palmeiras por R$ 32 milhões, também bancado pela Crefisa, e com status de estrela, foi recebido por centenas de torcedores no aeroporto. Apesar do apoio das arquibancadas, o colombiano não consegue corresponder em campo, e parte dos alviverdes o considera um jogador desligado e sem brio.

O descontentamento com o camisa 12 chegou ao ápice no segundo jogo da semifinal do Campeonato Paulista, quando o Verdão acabou eliminado pela Ponte Preta. Na ocasião, o atacante foi substituído sob vaias, chutou um copo de água e reclamou com o técnico Eduardo Baptista, que se irritou ao falar do atleta em entrevista coletiva na ocasião.