Aniversariante deste sábado: como Volpi foi de vilão a herói do São Paulo

Marina Bufon*
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Imagine substituir um ídolo. Imagine, então, que esse ídolo é Rogério Ceni. Foi assim que Tiago Volpi chegou ao São Paulo em dezembro de 2018, depois de o clube ter tentado outros nomes no gol, casos de Denis, Renan Ribeiro, Sidão, Jean, mas nenhum deles deu certo. E Volpi, de início, chegou com toda a pompa de ídolo também, mas do Querétaro, do México, clube que defendia há quatro anos. No entanto, ele precisava conquistar uma outra torcida, a são-paulina.

Nos primeiros meses de 2019, porém, deixou a desejar. Atuações abaixo do esperado, algumas falhas, eliminação na pré-Libertadores diante do Talleres... Até que veio a decisão nos pênaltis contra o rival Palmeiras na semifinal do Campeonato Paulista. Ele foi decisivo e, segundo disse em entrevista ao UOL, aquele foi, até aquele momento, o jogo mais importante com a camisa do Tricolor, pois foi uma ‘virada de chave’.

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Apesar de não ter ficado com o título paulista (o Corinthians acabou levando), Volpi começou a se firmar mais. No ano passado, foram 58 jogos, com 21 vitórias, 19 empates e 18 derrotas (aproveitamento de 47,2%). Neste ano, são 50 partidas, com 25 vitórias, 14 empates e 11 derrotas, um aproveitamento maior, de 59,3%.

Em 2019, o São Paulo também passou por outra troca, de técnico. Fernando Diniz chegou ao comando do time em setembro e segue desde então, assim como Volpi embaixo das traves. A defesa, que é a segunda melhor do Brasileirão deste ano, é uma das bases do time, que é líder desta competição e está também nas semifinais da Copa do Brasil.

A boa notícia é que nesta mesma época do ano passado, um dia antes do Natal, o Tricolor avisou que havia comprado em definitivo Tiago Volpi do Querétaro, e o arqueiro é do clube até 2023, pelo menos. Hoje, dia 19 de dezembro, é aniversário do jogador, 30 anos, e muitos torcedores deixaram suas mensagens nas redes sociais do São Paulo. Talvez antes isso seria difícil de imaginar.

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O começo não foi muito fácil, chegou até a ser taxado de ‘vilão’, quase que repetindo deslizes de substitutos de Rogério Ceni anteriores, até herói. O clube ainda não ganhou nada, é verdade, mas se está onde está, muito se passa pelas mãos (e pés, no estilo de jogo de Diniz), de Volpi.

*Sob supervisão de Vinícius Perazzini.