André marca nos acréscimos, e Fluminense vence Flamengo em clássico em SP

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SÃO PAULO, SP, 04.07.2021 – FLAMENGO-FLUMINENSE: André jogador do Fluminense comemora seu gol - Partida entre Flamengo e Fluminense, válida pela 9° rodada do Campeonato Brasileiro 2021, na Néo Química Arena, zona leste da capital de São Paulo, SP, neste domingo 04. (Foto: Marcello Zambrana/Agif/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 04.07.2021 – FLAMENGO-FLUMINENSE: André jogador do Fluminense comemora seu gol - Partida entre Flamengo e Fluminense, válida pela 9° rodada do Campeonato Brasileiro 2021, na Néo Química Arena, zona leste da capital de São Paulo, SP, neste domingo 04. (Foto: Marcello Zambrana/Agif/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - Pior em grande parte do jogo, o Fluminense venceu o Flamengo por 1 a 0 neste domingo (4), com gol de André, aos 45 minutos do segundo tempo, no clássico carioca na Neo Química Arena, em São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro.

O jejum de gols perdurou mais de 90 minutos, mas sucumbiu aos moleques da base que saíram do banco. Substituto de Martinelli, o jovem aproveitou cruzamento de Luiz Henrique para decidir o clássico. Com a vitória, o Fluminense chegou à sétima posição, com 13 pontos e ultrapassou o rival rubro-negro, que tem 12 e é o oitavo do Campeonato Brasileiro.

O Flamengo foi senhor do jogo e levou muito perigo no ataque, mas muito disso também aconteceu pela boa atuação da defesa. Rodrigo Caio esteve em grande tarde, se saindo melhor no duelo com Fred e levando perigo na frente. Já do lado tricolor, Caio Paulista foi o exército de um homem só por quase 60 minutos. O ponta do Fluminense carregou o time nas costas defensiva e ofensivamente e mostrou sua importância para a equipe.

O jogo não foi de grandes inspirações —principalmente do lado tricolor—, mas dentro do que deu errado na NeoQuímica Arena, a opção por Cazares foi a aposta mais equivocada de Roger Machado. O meia equatoriano participou pouco do jogo e muito da falta de pressão na bola do Fluminense. No Flamengo, Bruno Henrique até tentou, como de costume, mas esteve mal tecnicamente e errou muitos passes e chutes.

Rogério Ceni e Roger Machado se enfrentaram muitas vezes nos tempos de jogador. Como treinadores, geralmente fazem confrontos equilibrados, embora o desempenho do Flamengo venha sendo superior ao do Fluminense no clássico nesta temporada. Ao opor os sistemas de jogo, entretanto, o ex-goleiro levou a melhor. O rubro-negro só foi incomodado no fim do jogo, já cansado e após as (boas) mexidas do tricolor. O jogo de posição com inspirações ofensivas de Ceni foi melhor que a verticalidade de Roger.

Apesar de dominar a posse de bola, o Flamengo não conseguia furar a marcação do Fluminense na frente da área no começo do jogo. A exceção veio em uma roubada que virou contra-ataque aos 10 minutos. Michael lançou Bruno Henrique, que invadiu sozinho, mas Marcos Felipe saiu bem do gol e salvou o Fluminense.

A primeira chance do jogo fez o Flamengo se animar e ocupar mais o campo de ataque. Retraído na defesa, o Fluminense tinha uma marcação passiva, e se resumia a tentar sair no contra-ataque. Sem muita pressão na bola, entretanto, o time de Roger Machado forçava poucos erros. Um deles, aos 19 minutos, terminou em um cruzamento de Egídio na cabeça de Fred, que finalizou com força e obrigou Diego Alves a fazer grande defesa.

Sem uma marcação participativa do Fluminense, o Flamengo teve campo e tempo para trabalhar a bola. Com a posse, o time de Rogério Ceni foi senhor do jogo, e criou as melhores chances do primeiro tempo. Aos 33 minutos, Vitinho cruzou e Gustavo Henrique subiu mais que todo mundo para cabecear forte e carimbar o travessão de Marcos Felipe. Melhor na partida, o Flamento por pouco não abriu o placar. Nove minutos depois, seu companheiro de zaga, Rodrigo Caio, finalizou com perigo em chute cruzado, demonstrando o domínio rubro-negro.

Apesar do descanso no intervalo, o jogo caiu de ritmo na volta para o segundo tempo. O Fluminense, um pouco melhor postado, cedia menos espaços, e o Flamengo cansava de perder chances, dessa vez, menos claras. Até os 15 minutos, quando Rodrigo Caio levou perigo em cabeçada, apenas chutes fracos e tortos de Michael e Bruno Henrique incomodaram o gol de Marcos Felipe.

Se seu sistema não funcionou na maior parte do jogo, Roger Machado ao menos foi bem nas substituições. O técnico trocou Cazares e Fred por Nenê e Lucca, o Fluminense ganhou em movimentação no ataque e melhorou no jogo. No primeiro lance da dupla, aos 22 minutos, o veterano lançou o atacante, que driblou Diego Alves e teve o gol aberto, mas chutou fraco, sem ângulo.

Depois, o treinador tricolor tirou Caio Paulista, esgotado, e lançou Luiz Henrique. Em seu primeiro lance, aos 28 minutos, Luiz Henrique driblou Filipe Luís e bateu colocado, mas Diego Alves salvou. No minuto seguinte, Lucca recebeu na frente e bateu com força, obrigando nova grande defesa do goleiro rubro-negro.

Depois de correr atrás do Flamengo em quase todo o jogo, o Fluminense começou a jogar mais após a mexida. E foi premiado nos acréscimos. Moleques de Xerém, Luiz Henrique e André saíram do banco para decidir o clássico contra o arquirrival. Aos 45 minutos, o ponta foi à linha de fundo e cruzou para o volante tocar sem chances para Diego Alves e dar a vitória ao Tricolor.

FLAMENGO

Diego Alves; Matheuzinho, Gustavo Henrique, Rodrigo Caio e Filipe Luís; João Gomes (Thiago Maia), Willian Arão e Vitinho (Muniz ); Michael (Max), Bruno Henrique e Pedro. T.: Rogério Ceni.

FLUMINENSE

Marcos Felipe; Samuel Xavier, Nino, Luccas Claro, Egídio; Martinelli (André), Yago, Cazares (Nene - 21'/2ºT); Gabriel Teixeira (Kayky), Caio Paulista (Luiz Henrique) e Fred (Lucca). T: Roger Machado.

Estádio: Neo Química Arena, São Paulo (SP)

Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (Fifa-SP)

Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Daniel Paulo Ziolli (SP)

VAR: Marcio Henrique de Gois (SP)

Cartões amarelos: João Gomes, Vitinho, (FLA), Nino (FLU)

Gols: André (FLU), aos 45min do 2ºT

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