Anderson Silva recusa lutas contra Belfort e Rockhold: 'Não faz sentido'

Luis Fernando Coutinho

Escalado para voltar ao octógono na co-luta principal do UFC 212, que acontece no dia 3 de junho, no Rio de Janeiro, Anderson Silva ainda não sabe quem será seu próximo adversário. O ex-campeão dos médios negocia junto ao Ultimate o nome do substituto de Kelvin Gastelum, que teve de sair da disputa após flagra no doping. Embora não saiba ainda quem irá enfrentá-lo, Spider garante quem não vai.

Após a notícia do flagra no doping de Gastelum, diversos nomes surgiram à mesa. O vice-presidente sênior internacional Joe Carr, em coletiva de imprensa promocional do UFC 212, realizada nesta terça-feira, confirmou que diversos nomes já se ofereceram para encarar Anderson. O brasileiro também confirmou o nome de alguns, mas explicou o motivo de não querer enfrentar atletas como Vitor Belfort e Luke Rockhold.

- Venho de vitória, então não tem muito sentido lutar com nenhum dos dois, que vêm de derrota. Não é uma coisa que vai agregar a mim. Estou preparado para lutar com quem o UFC botar, mas são coisas que têm que agregar ao meu legado, senão não tem sentido - afirmou o lutador.

Spider deu mais detalhes sobre seu pensamento ao ser questionado sobre o motivo de ter recusado uma revanche com Vitor Belfort, que segundo o site AG Fight teria aceitado o confronto com o rival no UFC Rio, mas obteve uma negativa da equipe de Anderson.

- Algumas pessoas vão interpretar o que eu vou dizer como arrogância e prepotência, mas vamos lá... O Vitor vem de derrota, então não faz sentido lutar com o Vitor. Seria só bom para ele, e não para mim. E, para falar bem a verdade, só se eu entrasse lá e desse um sopro nele para apagar o que fiz na última luta com ele. Não faz sentido também - explicou.

Anderson Silva ainda especulou dois nomes da categoria: Nick Diaz e Yoel Romero. O primeiro é um desejo antigo do brasileiro desde que o primeiro confronto entre ambos acabou revertido para No Contest (sem resultado). Já o segundo, é encarado pelo brasileiro como um desafio.

- É uma coisa que está sendo cogitada também, é possível que aconteça. Respeito muito o Nick, ele é um excelente lutador. Seria uma luta interessante, até porque tem sentido, a luta foi "No Contest". Vamos ver, estou ansioso. (...) O Romero estava para disputar o cinturão. É um grande desafio, ele é um atleta que estava cotado para disputar o cinturão, então vamos ver o que vai acontecer - concluiu.











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