Neymar retorna a Paris, onde fará a reta final de sua recuperação

EFE
Os pentacampeões mundiais segue com os 1.672 pontos da última atualização, mantida pela falta de jogos em abril. Foto: AP
Os pentacampeões mundiais segue com os 1.672 pontos da última atualização, mantida pela falta de jogos em abril. Foto: AP

Paris, 4 mai (EFE).- Neymar aterrissou nesta sexta-feira em Paris, a bordo de um avião particular, para realizar em seu clube, o Paris Saint-Germain, a reta final da recuperação de sua lesão no quinto metatarso do pé direito, ocorrida na vitória por 3 a 0 do clube parisiense sobre o Olympique de Marselha em 25 de fevereiro.

Segundo informaram veículos de imprensa franceses, o avião do jogador aterrissou pouco depois das 12h locais (7h em Brasília) em Le Bourget, um aeroporto que fica a algumas dezenas de quilômetros da cidade, destinado a voos privados e de negócios.

Assim, o jogador conseguiu evitar a maior parte da imprensa, que aguardava sua chegada no Charles de Gaulle, a bordo de um voo comercial da companhia aérea Air France, no qual por sua vez chegaram seus dois fisioterapeutas pessoais, Ricardo Rosa e Rafael Martini, que supervisionarão a recuperação.

Segundo o jornal "L'Équipe", Neymar aceitou, a contragosto, fazer a reta final de sua recuperação em Paris, já que sua prioridade é estar 100% para a Copa do Mundo da Rússia.

O PSG obrigou o jogador a retornar para acalmar as críticas dos torcedores, que questionavam a ausência de Neymar em Paris, a principal estrela do clube e o jogador mais caro da história.

Por outro lado, o médico da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rodrigo Lasmar, responsável pela operação realizada em 3 de março no hospital Mater Dei em Belo Horizonte, e que supervisionou a primeira parte da recuperação de Neymar no Brasil, negou a existência de qualquer tipo de controvérsia com o clube.

"Estamos em perfeita harmonia com o Paris Saint-Germain e com seu médico (Eric) Rolland. Ele esteve no Brasil na semana passada (...). Tudo está indo bem. Trabalhamos lado a lado e se Neymar estiver em condições de jogar antes do fim de temporada com o Paris Saint-Germain, ele irá fazê-lo", garantiu Lasmar em declarações ao "L'Équipe".

O clube francês conseguiu trazer o seu principal jogador, mas, segundo a publicação esportiva, praticamente não poderá intervir nas decisões sobre a vida de Neymar na capital francesa. A intenção dos dirigentes do PSG é pelo menos mostrá-lo novamente aos torcedores, mesmo que seja na arquibancada.

Assim, Neymar deve comparecer ao Stade de France na próxima terça-feira durante a final de Copa da França - o último título em disputa para o Paris Saint-Germain nesta temporada - contra o desconhecido Les Herbiers, uma equipe da terceira divisão.

No sábado da semana que vem, Neymar também deve comparecer ao Parque dos Príncipes para o duelo do PSG contra o Rennes, quando o clube parisiense comemorará diante de sua torcida o título do Campeonato Francês, que já está garantido matematicamente.

No melhor dos casos, fontes do clube pensam que o jogador poderia voltar a vestir a camisa do PSG no dia 19 de maio em Caen, durante a última partida do Campeonato Francês, mas o mal estado do gramado desse clube, o Michel d'Ornano, pode dissuadi-lo de entrar em campo para não correr riscos desnecessários.

A prioridade para o jogador é estar com 100% de rendimento no dia 17 de junho, data da estreia do Brasil na Copa do Mundo contra a Suíça em Rostov.

Neymar considera que uma boa atuação na Copa é sua única chance para ganhar este ano a Bola de Ouro.

Para Lasmar, se tudo correr bem, Neymar poderia inclusive estar à disposição para treinar já na apresentação da seleção para a Copa, que começa em 21 de maio.

O médico da CBF, que viajará a Paris nos próximos dias para avaliar o estado da lesão, assegurou que a recuperação está indo "bem" e que "será intensificada" na capital francesa para que ele "comece, pouco a pouco, a tomar contato com o gramado".

O médico afirmou que o atacante se mostrou tranquilo o tempo todo e que, em nenhum momento, pensou na possibilidade de ficar fora da Copa do Mundo. EFE


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