“Nunca estive tão bem preparada”, diz Ana Sátila sobre seu momento para Tóquio

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Brazil's Satila Ana competes during the Canoe (C1) Women Final event of the World Canoe-Kayaking Cup in Pau, southern France, on November 8, 2020. (Photo by GAIZKA IROZ / AFP) (Photo by GAIZKA IROZ/AFP via Getty Images)
Ana Satila na Copa do Mundo de Canoagem de 2020, em Pau, na França (GAIZKA IROZ/AFP via Getty Images)

Por Paulo Jacoud

Aos 25 anos, Ana Sátila chega em Tóquio para a sua terceira participação olímpica da carreira. Em 2012, a atleta da canoagem slalom foi a mais nova de toda a delegação brasileira. Em 2016, Ana não conseguiu colocar na competição nada do planejado. Para 2021, ela tem uma certeza de como estará no Japão. “Eu nunca estive tão preparada, em todos os sentidos, e isso me dá muita confiança”.

O ciclo para Tóquio foi o melhor da carreira de Ana Sátila. Mais madura e se preocupando com aspectos além das remadas, a brasileira virou nome frequente nas finais das etapas de Copa do Mundo e conquistou um ouro inédito em uma delas, em 2020. Para que essa transformação acontecesse, a atleta é clara no que mudou em sua rotina.

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“Passei a cuidar do meu psicológico. Em 2016, na Olimpíada em casa, eu vi que não estava pronta psicologicamente e, como nada que eu queria deu certo nos Jogos Olímpicos de 2016, eu senti falta. Nesse ciclo eu passei a cuidar muito mais disso, desse lado, e melhorei. Os resultados que apareceram são frutos de muito trabalho e eu me sinto preparada para Tóquio. Estou confiante, não estou ansiosa e sei o que eu posso fazer lá. Eu remo por mim”.

O que mudou na preparação

Além da parte psicológica, a rotina de Ana Sátila mudou na caminhada de cinco anos entre Rio de Janeiro e Tóquio. Construída para os Jogos Olímpicos de 2016, a pista de canoagem slalom de Deodoro seguiu sendo usada pelos atletas para treinos e, segundo Ana, fez diferença em todo o processo de preparação para a edição olímpica do Japão.

“Tudo mudou na verdade. A começar pela nossa pista em Deodoro. É a primeira vez que temos uma pista de nível olímpico no país. Agora nós temos a pista no Rio de Janeiro, nos mudamos para lá, conseguimos usar toda a estrutura do Time Brasil. A começar pelo profissionalismo, tudo mudou bastante”.

Mais preparada, em todos os sentidos possíveis, Ana Sátila vive o melhor momento de sua carreira. “Parece que tudo está dando certo em todos os sentidos de maneira conjunta. Tanto resultado, como preparação, tudo. Isso é fruto de muito trabalho, de muitos anos. O que me dá mais confiança e faz eu pensar assim é o meu trabalho e o que eu consegui superar nesse ciclo”.

A experiência e a pandemia

Normalmente quando um atleta consegue a vaga para a sua terceira edição de Jogos Olímpicos ele está próximo da parte final da carreira, mas não é o caso de Ana Sátila. Por ter começado sua trajetória olímpica muito cedo, a representante brasileira na canoagem slalom sabe os pontos que a sua caminhada no esporte trouxe para Tóquio.

“Eu cheguei muito nova até sem saber o que eu estava fazendo ali, sem ter ideia do tamanho do evento que eu estava participando. No Rio de Janeiro foi histórico porque foi uma edição olímpica em casa. Cheguei muito preparada mas não consegui colocar nada do que eu planejei, nada. Estava mais preocupada com a medalha e tudo, não consegui remar para mim. Na canoagem slalom, a experiência é um fator primordial. Estou indo para a minha terceira Olimpíada e consigo ver que isso e colocar isso na competição. Estou indo pela primeira vez preparada, ao meu ver. É a primeira vez que eu estou indo 100% preparada”.

E a preparação só melhorou com a pandemia do coronavírus. Passado o baque do adiamento de 2020 para 2021 e a incerteza de se aconteceria mesmo a Olimpíada, Ana Sátila consegue avaliar como evoluiu no período em que esteve mais em casa do que o habitual.

“A pandemia me fez ter que evoluir. Nós atletas trabalhamos muito como um relógio. Sabemos o que temos pela frente e nos preparamos para isso. A pandemia me fez não saber quando eu iria voltar a competir e eu precisei evoluir na questão de ansiedade e toda a parte psicológica. Minha família, meu namorado, minha irmã foram essenciais nesse momento. Esse período me fez ver outro lado da Ana Sátila. Foi uma superação enorme neste sentido e me fez ficar mais pronta, me conhecendo ainda mais”, finalizou a atleta.

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