Análise: Virada honrosa da Alemanha não esconde campanha vexatória na Copa

A luta final para construir uma goleada sobre a Costa Rica, depois de estar perdendo por 2 a 1, não muda o fato de que a Alemanha foi eliminada da Copa do Mundo do Catar de forma vexaminosa. Os tetracampeões do mundo viraram o jogo, triunfaram por 4 a 2 no Al Bayt, mas pagaram o preço de um estilo instável ao longo das três partidas no Mundial.

A derrota para o Japão, logo na primeira rodada, cobrou um preço alto. Fez com que os tetracampeões entrassem em campo sem dependerem apenas das próprias forças. Teriam de vencer a Costa Rica e, se tudo desse errado, aplicar uma goleada sobre a seleção da América Central.

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Foi o que aconteceu: tudo deu errado para os alemães. A Espanha, grande favorita no confronto com o Japão, foi derrotada, com a segurança de quem tinha goleado a Costa Rica na primeira rodada e assim construído uma boa vantagem no saldo de gols.

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Os alemães começaram a partida dominantes, foram cinco finalizações a gol nos primeiros 15 minutos. O gol de Gnabry deu um conforto ilusório. Depender dos outros é sempre terrível.

A Costa Rica, aos gritos de "Sí, se puede", aos poucos perdeu o medo de atacar. E descobriu na defesa alemã os mesmos espaços que os japoneses já tinham encontrado. Os alemães, quando se lançam ao ataque, defendem muito mal. No total, o time sofreu cinco gols em três jogos. É demais, para o peso da camisa. Para a tradição de sistemas de jogo equilibrados. Aos poucos a torcida costarriquenha parecia estar certa: sim, era possível vencer e se classificar.

Queda com as convicções

Foi difícil entender a decisão de Hans Flick de manter Havertz no banco de reservas nas duas últimas partidas da seleção no Catar. É o melhor jogador alemão na atualidade. Tanto que, quando entrou em campo, fez duas vezes e foi fundamental para a virada.

Curiosamente, a Costa Rica entrou em campo precisando apenas vencer para se classificar. Mas das quatro seleções do grupo, sempre pareceu a menos capaz. Virou a partida contra os alemães e construiu um cenário antes impossível de prever, onde passariam Japão e os latino-americanos. Mas dificilmente seriam páreo para os alemães, uma vez que eles buscassem o ataque como fizeram no terço final do jogo.

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Hans Flick levou a Alemanha a uma campanha decepcionante ao não promover uma renovação mais profunda na seleção. Neuer falhou no primeiro gol da Costa Rica e deu azar no segundo. Muller, outro remanescente do time campeão em 2014, não é mais o mesmo.

No segundo tempo, escalou Mario Gotze, autor do gol do título de 2014, atrás de um resultado mais elástico. Parecia se apegar em uma mística que ficou pelo caminho, definitivamente. O futebol alemão precisa se reconstruir e deixar o ano do 7 a 1 definitivamente para trás.

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