Análise: Vítor Pereira dá chance a jogadores e ganha 'dor de cabeça' para escalar o Flamengo

Treinador português terá último teste antes de viajar para o Mundial de Clubes (Divulgação/ Flamengo)


Depois do empate frustrante com o Madureira, com o Flamengo considerado titular, Vítor Pereira mesclou a equipe diante do Nova Iguaçu e ganhou boas dores de cabeça para escalar o time. Não pelo resultado da partida, uma sonora goleada de 5 a 0 diante de um adversário fraquíssimo, mas sim pelo comportamento de alguns jogadores.

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A começar por Fabrício Bruno. Titular diante da Portuguesa, no primeiro jogo do Flamengo com o time completo, o zagueiro ficou no banco diante do Madureira e voltou a ter oportunidade contra o Nova Iguaçu. Em tese, por ser reserva, porém novamente deixou uma boa impressão e foi coroado com um gol, como ocorreu na goleada sobre a Lusa. Fabrício Bruno aparece como sombra de Léo Pereira, que era um dos homens de confiança da "Era Dorival Júnior".

Se na zaga existe uma disputa parelha, na lateral direita Matheuzinho parece ter superado Varela. O jogador deu duas assistências na goleada sobre o Nova Iguaçu e saiu de campo muito aplaudido pelo torcedor. O uruguaio errou em lances cruciais diante do Madureira e nunca foi unanimidade entre os torcedores.

Quanto ao ataque, as posições estão consolidadas com Everton Ribeiro, Arrascaeta, Gabi e Pedro. Só que Everton Cebolinha vem pedindo passagem neste início de temporada, deixando claro que vai brigar pela titularidade. Vale destacar que o atacante chegou no meio do ano passado após um período no Benfica e precisou se readaptar aos novos companheiros e ao futebol brasileiro. Vítor Pereira citou essa dificuldade para exaltar o bom início de seu comandado:

- Eu tento incentivar todos os jogadores e o Cebolinha não foge à regra. Não é fácil para um treinador chegar no meio da temporada, assim como não é fácil para um jogador chegar no meio da temporada e começar logo a render. Naturalmente tem um período de adaptação e eu gostei do jogo dele. O que eu quero dele é que ele consiga jogar por fora e por dentro. Dos meus extremos eu quero que tenham capacidade de abrir por dentro e por fora, se o espaço se oferecer por fora. Essa característica do um contra um forte dele é preciso estimular a confiança. Esse é o nosso trabalho.

A partida contra o Bangu, na próxima terça-feira, vai ser o último teste do Flamengo antes do primeiro grande compromisso da temporada. No sábado, tem decisão da Supercopa do Brasil, contra o Palmeiras. Vítor Pereira já adiantou que vai mesclar o time novamente buscando oportunizar alguns, mas também descansar outros. Portanto, o titular de terça pode ser reserva no jogo seguinte.