Análise: Reação que torcida do Botafogo espera vai demorar

Rafael Oliveira
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Natural que o torcedor esperasse por um novo Botafogo na estreia do Carioca. Afinal, com a mudança de campeonato, o que se imagina é que a página do rebaixamento comece a ser virada. Mas, na prática, não é assim que funciona. Principalmente quando a campanha que custou a queda para a Série B terminou há menos de uma semana. Por isso, mesmo que o empate em 0 a 0 com o Boavista seja frustrante, é preciso entender que ele não é motivo de desânimo.

Com poucos dias à frente do Botafogo, não havia muito o que Marcelo Chamusca pudesse fazer. Com algumas mudanças pontuais, usou a base do time que vinha jogando na reta final do Brasileiro. Uma escolha que se mostrou acertada. Ainda que tenha faltado maior organização, o Botafogo teve alguns lampejos na partida e poderia até ter saído com a vitória. Quem sabe ela não vem contra o Resende, na próxima segunda?

O jogo

A equipe alvinegra teve muitas dificuldades de passar pela marcação do Boavista, mais entrosada e preparada. As melhores oportunidades foram em ataques em velocidade pelos lados, seja com Enio ou Warley. E, mesmo com todos os poréns, chegou muito mais na frente do que o adversário.

Apesar de mais consistente, o time da Região dos Lagos levou muito pouco perigo na frente. E a melhor chance acabou sendo dos alvinegros. Aos 25, após uma sequência de bate e rebate na área do Boavista, Kevin acertou o travessão em chute colocado.

Na etapa final, o Botafogo rodou demais a bola e esbarrou no excesso de escolhas e passes errados. Na parada técnica, Chamusca chegou a alertar aos jogadores para não dar chance de contra-golpe ao adversário. Ele já parecia prever o que estava para acontecer. Aos 22, Erick Flores disparou em velocidade e deixou Vitor Feijão em condições de marcar. Mas ele parou na grande defesa de Diego Loureiro.

Com as entradas do estreante Ronald e, principalmente, de Matheus Nascimento, o time aumentou a pressão sobre o rival nos minutos finais. E voltou a ter nova grande chance com o próprio meia-atacante, que completou 17 anos nesta quarta. Aos 40, ele subiu bem e cabeceou com perigo obrigando o goleiro Klever a fazer grande defesa.