ANÁLISE: O Corinthians está melhorando, mas tem muito mais a evoluir

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Vítor Pereira chegou a sua primeira sequência de três vitórias no Timão (Foto: Rodrigo Coca/Ag.Corinthians)


Ver o segundo tempo do Corinthians em partida em que o time domina na etapa inicial tem me feito lembrar daquela propaganda da bolacha que questionava se o produto era fresquinho porque vendia mais, ou se vendia mais porque era fresquinha.

O time corintiano fresquinho, no primeiro tempo, domina, envolve, define e... cai na complementar.

E aí que vem o questionamento do universo alvinegro: essa queda de produção tem a ver com a parte física ou qualidade técnica?

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Esse é o dilema vivido pelo técnico Vítor Pereira, que precisa equilibrar a sua equipe com os melhores atletas possíveis com as bolas nos pés, mas também com os menores índices de cansaço.

O Timão tem jogadores experientes e tarimbados internacionalmente, referências em suas posições, que no compasso em que jogam muito, e todos sabem, são mais velhos e têm, naturalmente, a parte física comprometida.

Enquanto isso, atletas jovens, bem menos experimentados, mas que despontam como grandes promessas pedem passagem, justamente nessa mescla.

Com isso, no segundo tempo o Corinthians acaba sempre mudando, ou porque algumas peças estão alcançando um índice de desgaste elevado e precisam ser substituídas, ou porque a equipe precisa evoluir tecnicamente.

E aí fica o questionamento da bolacha: quando o Corinthians domina o primeiro tempo, a queda de rendimento é porque os jogadores estão com os seus físicos combalidos ou as mudanças do decorrer da etapa final gera uma ausência técnica no time?

Talvez nem o próprio Vítor Pereira saiba disso ainda. São menos de dois meses e 10 jogos comandando o Timão. É quase impossível ter as mais complexas respostas.

- Oscilamos um bocadinho porque não estamos todos alinhados em termos de comportamento, ainda falta uma maturidade em determinados momentos do jogo. Poderia estar extremamente feliz com os 3 a 0, mas não sou assim, fico feliz quando o resultado é fruto de uma qualidade constante. Hoje tivemos momentos em que jogamos com qualidade, pressionando, criando com dinâmicas, mas também tivemos períodos em que deveríamos ter a bola e facilmente entregamos a posse ao adversário e tivemos muitos períodos sem a bola, e eu detesto jogo sem bola. Futebol é com bola, tem que procurar jogar com a bola o máximo tempo possível. Estamos em busca de crescer e alinhar todo mundo num patamar que nos permita manter o nível os 90 minutos. Hoje não conseguimos. Eu prefiro às vezes baixar um bocadinho o nível e manter a equipe viva, é o que estamos fazendo – disse o comandando corintiano na entrevista coletiva após o triunfo.

O fato é que um time que vence por 3 a 0 dificilmente sofre tantos perigos defensivos como o Timão contra o Avaí.

No segundo tempo, a criação ofensiva foi nula, principalmente após o terceiro gol de Róger Guedes, que saiu em um momento onde o time catarinense já era melhor no jogo.
Do meio-campo para trás o time passou a dar espaços defensivos que não estava concedendo no primeiro tempo e errando muitos passes defensivos.

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