Análise: nem sempre a torcida do Corinthians vai calçar chuteiras

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Eram cravados 52 minutos do segundo tempo quando a finalização de Róger Guedes ultrapassou a linha fatal. Gol no último milésimo de segundo, que deu a vitória por 1 a 0 ao Corinthians sobre a Chapecoense, lanterna do Campeonato Brasileiro, pela 29ª rodada, na última segunda-feira (1º). E tudo isso só foi possível por conta de uma torcida que é Fiel e empurra o time até mesmo quando quer vaiar.

Mas essa torcida que impulsiona jogadores a colocarem bolas para dentro não calça chuteiras, ou nem sempre pelo menos. Não porque não quer, mas porque as vezes não é possível. Portanto, a função dessa análise é quebrar um pouco do romantismo da vitória corintiana diante da Chape e voltarmos à realidade de um Corinthians que ainda precisa evoluir bastante.

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Ok, teve a simbiose de uma torcida, que há mais de 600 dias não poderia lotar a Arena, teve o fervor de uma vitória no último suspiro, mas não da para tratar como epopeia um triunfo na bacia das almas contra um time que só venceu um jogo no Brasileirão e é virtual rebaixado praticamente desde o início da competição.

Em sua entrevista coletiva, o técnico Sylvinho, amplamente questionado por uma ala mais ortodoxa da torcida corintiana, justificou a dificuldade em fazer gols contra a Chapecoense por conta da imposição defensiva do adversário. Contudo, isso já era esperado e mesmo assim o Time do Povo não soube lidar.

O Corinthians tinha em sua faixa central e ofensiva atletas de um nível técnico ímpar, como Giuliano, Renato Augusto, Róger Guedes e até mesmo os garotos Gabriel Pereira e Du Queiroz, que vêm se destacando, então não é possível engolir tamanha a dificuldade corintiana em criar chances claras de gols e encontrar alternativas em meio ao ferrolho chapecoense.

A ausência de repertórios para explorar um leque gigante de defeitos do adversário mostra que o Corinthians tem muito a melhorar e a vitória, a base da torcida, nem sempre tenderá a acontecer.

O Timão precisa se encaixar, principalmente na questão meio-campo, pois com as peças individuais que tem é muito capaz da equipe do Parque São Jorge ter amplo domínio nas ações centrais. Mas isso não vem acontecendo, e incomoda.

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