Análise: Mbappé coloca a França nas quartas de final e no topo do favoritismo ao título da Copa do Mundo

Quando a França perdeu Pogba, Kanté, Kimpembé e Benzema para o Mundial do Catar, restava a dúvida se a atual campeã do mundo ainda poderia ser considerada favorita ao título. Agora, não resta mais dúvidas. O time de Didier Deschamps, apesar das imperfeições defensivas, tem Mbappe, que deu uma assistência e marcou duas vezes, e um batalhão de choque ofensivo que impõe respeito a qualquer adversário. A Polônia não se escondeu diante desse poderio e teve lá suas chances, mas não resistiu ao ataque francês na derrota por 3 a 1, neste domingo, no Estádio Al Thumama, pelas oitavas de final.

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Há quatro anos, Mbappé encantou o mundo na Rússia e chegou a ser comparado a Pelé, pelos feitos aos 19 anos. O ímpeto daquele garoto nem sua velocidade diminuíram entre um ciclo e outro. Aos 23 anos, ele deu uma arrancada que alcançou 35km/h e continuou avançando nos números. Com os dois lindos gols chegou a nove marcados em Copas, tendo feito 16 nas últimas 14 partidas da seleção.

No confronto com Lewandowski, a pergunta era quem teria mais poder de decisão. Mbappé provou com sobras - o polonês ainda deixou o seu de honra de pênalti nos acréscimos da partida - que era ele. Mas não apenas por ter mais talento. O francês tem a seu lado Griezmann, que parece ter encontrado a posição ideal neste time, como armador, para quebrar as linhas defensivas dos adversários. Conta também com Dembélé para abrir o jogo pela direita. E, claro, Giroud, que tem aproveitado a força ofensiva do time para se tornar o maior artilheiro da seleção, com 52 gols. Gol marcado graças ao belo passe do camisa 10.

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O segundo gol francês é o resumo do que os adversários precisam conter se quiserem vencer a França. A bola passou de pé em pé pelos quatro, começando ainda da defesa com Griezmann, até a finalização do craque do PSG. O terceiro é a prova de que não podem deixá-lo sozinho para soltar a bomba de perna direita.

Mas é um time imbatível? Não. A Polônia teve seus méritos em encontrar espaços numa defesa ainda vacilante. Deschamps já testou algumas formações, perdeu alguns jogadores, como Lucas Hernández, e Lloris nem sempre passa confiança aos zagueiros e vice-versa. Contra a Tunísia mostrou que o banco não está no mesmo patamar do time titular.

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De qualquer forma, a torcida francesa mostrou o caminho de casa aos poloneses no fim do jogo e pretende fazer o mesmo no próximo jogo contra Inglaterra ou Senegal, que se enfrentam, neste domingo, às 16h.