Análise: individualidades garantem vitória, mas não escondem problemas do Flamengo em cenário já conhecido

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Antes mesmo da bola rolar no Maracanã, a expectativa era de que o Flamengo enfrentaria um adversário retraído, apostando nas saídas em velocidade. O cenário se confirmou com o apito inicial diante do Atlético-GO, mas o time de Renato Gaúcho encontrou dificuldades para superar a marcação rival outra vez. A vitória, de novo, veio graças às individualidades que o treinador tem à disposição, com destaque para o trio David Luiz, Everton Ribeiro e Michael.

A dificuldade era tamanha que o Flamengo finalizou pela primeira vez aos 33 minutos, em cabeçada de Rodrigo Caio após escanteio - defendida por Fernando Miguel. Com um setor ofensivo de pouca movimentação e apresentando um repertório incapaz de superar o defensivo Atlético-GO - apesar do erros na saída de bola -, o time de Renato Gaúcho usou e abusou de David Luiz na saída de bola. E os gols acabaram tendo origem no zagueiro.

Foram várias as tentativas de lançamentos para Bruno Henrique e Michael e de viradas de jogo para Isla e Everton Ribeiro até que, após grande chance criada por Michael, aos 42, a bola voltou aos pés do zagueiro. David Luiz encontrou o camisa 7 pelo lado direito, que viu a passagem de Isla e tocou na linha de fundo - a dobradinha entre os dois, arma utilizada na época de Rogério Ceni e Dome Torrent, vinha funcionando e rendido alguns escanteios para o time até então.

Dessa vez, o chileno foi à linha de fundo e conseguiu o cruzamento para trás, e Michael, deixando a ponta esquerda, apareceu no centro da área para marcar. Antes disso, Gabigol era o único a ter iniciativa e não ficar preso á sua posição.

O gol fez bem ao Flamengo, que teve um volume maior após o intervalo, aproveitando-se de um Atlético-GO um pouco menos retraído. Mesmo assim, os principais lances vieram dos pés de Michael partindo para cima dos rivais.

O segundo gol demorou a sair, mas passou pelos mesmos pés do primeiro. David Luiz novamente virou o jogo e encontrou Everton Ribeiro na ponta direita. O meia também mandou a bola para o outro lado do campo, com Michael recebendo na entrada da área. O camisa 19 foi para o mano a mano e tocou para Gabi, que devolveu de primeira. A tabelinha funcionou e o atacante, cara a cara com Fernando Miguel, finalizou para ampliar e decidir o placar.

O desempenho na vitória por 2 a 0, que devolveu o Flamengo à vice-liderança do Brasileirão, trouxe à tona as qualidades e os defeitos já vistos no time de Renato Gaúcho recentemente. A preocupação da torcida, visando a decisão da Libertadores, é justificável, pois nem sempre a qualidade individual e o improviso será suficiente para superar os adversários, ainda mais um tão preparado como o Palmeiras. O jogo coletivo também precisará funcionar.

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