ANÁLISE: Futuro da F1 estaria nos motores V8 híbridos movidos a hidrogênio?

Franco Nugnes
·4 minuto de leitura

A Fórmula 1 pode voltar aos motores naturalmente aspirados, capazes de retornar os sons esquecidos, para um combustível ecológico como o hidrogênio. A abolição do turbo e do MGU-H deve permitir custos que cairiam para um quinto dos atuais. As pesquisas voltadas para o futuro podem levar alguns fabricantes a entrarem nos GPs, fazendo da F1 o manifesto de um carro que busca uma alternativa sustentável.

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A categoria máxima do automobilismo está delineando qual será o cenário dos próximos anos. Busca-se o congelamento das unidades de potência atuais para ter tempo para projetar o motor de acordo com alguns pontos-chave que foram listados como um resumo da Comissão F1:

Sustentabilidade ambiental e relevância social e automotiva Combustível totalmente sustentável A unidade de energia deve ser poderosa, inovadora e estimulante. Redução de custo significativa O projeto deve ser um incentivo para novos fabricantes interessados na F1.

Cinco pontos que, pelo menos por enquanto, ainda não dão uma noção de qual será a orientação da categoria. E, então, vamos tentar dar uma luz: se disséssemos que Stefano Domenicali e a equipe a sua volta estão trabalhando em um motor híbrido com características técnicas muito diferentes das unidades de potência de hoje? Por enquanto é apenas uma ideia, mas indica que o caminho está correto.

Estamos falando de um motor V de 8 cilindros naturalmente aspirado com um deslocamento de 3,5 litros que será capaz de recuperar tanto a energia cinética na frenagem quanto aquela que se dispersaria no calor dos escapamentos. A ideia é propor um motor que seja capaz de atingir uma potência combinada (endotérmico + híbrido) de cerca de mil cavalos como os atuais motores.

Isso significaria retornar com um som antigo dos motores de F1, porque eles são capazes de fazer rotações de pelo menos 18.000 rpm.

A primeira indicação é reduzir custos: o uso de um motor aspirado recém-desenvolvido deve permitir uma economia de cinco vezes em relação às despesas atuais. Um salto monstruoso que poderia incentivar alguns fabricantes a entrar na categoria.

Mas a alavanca que poderia empurrar as montadoras a investir em um motor é o combustível: os carros do futuro poderiam ser movidos a hidrogênio, um combustível que é a verdadeira alternativa ao elétrico puro. A F1, portanto, poderia se tornar o manifesto automotivo que defende o motor endotérmico que, de outra maneira, estaria condenado à morte.

O uso do hidrogênio seria uma dieta limpa que iria no sentido da descarbonização da categoria elite, sem rejeitar o seu DNA e as suas raízes. E para aproveitar um combustível que não tem as mesmas características da gasolina com menor poder calorífico, é preciso voltar a motores com cilindrada muito generosa, propondo novamente um deslocamento que foi protagonista nos GPs de 1989 a 1994.

A F1, portanto, se tornaria a representação do "novo" no que diz respeito ao que o mundo automobilístico busca como alternativa ao elétrico, na consciência de que a transição para o totalmente elétrico será mais longa do que se imaginava. E essa orientação será obviamente impulsionada pela indústria, que está em posição de encontrar uma solução para salvar milhares de empregos no setor automotivo e nas áreas relacionadas.

Domenicali assumiu as rédeas da categoria no momento mais difícil, mas tem a grande oportunidade de relançar o papel do automobilismo no mundo dos carros, propondo soluções que podem ter um impacto imediato no produto de série.

Os investimentos dos fabricantes em pesquisa podem ser direcionados para a criação de motores inovadores de baixo custo, explorando a enorme visibilidade mundial que uma plataforma de comunicação como a da F1 é capaz de garantir.

E talvez seja considerada uma fase de transição em que as unidades de potência atuais possam ser utilizadas em paralelo com os novos motores, buscando um equilíbrio de desempenho.

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