Análise: Felipe Melo sai de clássico vencendo também nas provocações

A máxima “quem ri por último ri melhor” parece que nunca foi tão verdadeira como na Vila Belmiro neste domingo, 19. Após a vitória sobre o Santos por 2 a 1, o palmeirense Felipe Melo não apenas comemorou o triunfo, como também saiu com mais uma das suas geniais frases polêmicas, rebatendo a provocação recebida pela torcida santista durante o jogo.

“A gente está acostumado a jogar em um caldeirão. Nunca vi caldeirão com cinco mil, oito mil. Caldeirão é lá no 'Chiqueiro'!”, disse o jogador em entrevista na Sportv, após dançar e rebater outras brincadeiras da torcida adversária.

O fato é que, por mais que torcedores rivais e até imprensa torçam o nariz para algumas declarações, Felipe Melo reascendeu rivalidades que estavam adormecidas no futebol de São Paulo.

Felipe Melo - Palmeiras


(Foto: Divulgação/Palmeiras)

Logo na entrevista de apresentação no Verdão, atirou para todos os lados. Desde amigos, como Kazim, até setores do jornalismo, o atleta disparou sua metralhadora e muitos dos disparos tinham alvo certeiro, como alguns lugares-comuns sobre sua personalidade que viraram comum nos noticiários brasileiros. Outros, como também se sabe, foram errados e alguns até engraçados.

“Se tiver que dar tapa na cara de uruguaio, eu vou dar tapa na cara de uruguaio, porque isso é Libertadores. Mas sempre com responsabilidade.”

Em outra polêmica, o volante também discutiu com o vice-presidente de Comunicação do Flamengo, Antônio Tabet, mas talvez tenha sido preciso ao definir o alvo mais como um piadista do que um dirigente, como já ficou claro em outros casos envolvendo o flamenguista. Apresentador da Band, Neto também esteve na mira de Felipe Melo, que criticou o ex-jogador exatamente pelo que ele faz: ser sensacionalista para gerar debates acalorados.

Os números de Felipe Melo no Campeonato Paulista

Se o jogador palmeirense ainda não fez a diferença técnica que se esperava dele por sua conhecida qualidade, pelo menos nas palavras e atos o camisa 30 alviverde já tornou jogos que gerariam muito menos interesse (como o clássico deste domingo, que teve apenas 8.742 pagantes) nos holofotes da mídia e o futebol só tem a ganhar com isso.